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Eduardo Bolsonaro gerenciava orçamento de filme sobre Bolsonaro, revela contrato
Documento obtido pelo Intercept Brasil mostra que ex-deputado atuou como produtor executivo e tinha acesso a recursos enviados por ex-banqueiro, apesar de negar envolvimento com gestão financeira da produção.
Ex-deputado federal assinou contrato como produtor executivo do filme biográfico de Jair Bolsonaro, contrariando declarações anteriores.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi apontado como produtor executivo do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada nesta sexta-feira (15) pelo site The Intercept Brasil, que teve acesso ao contrato do longa-metragem, assinado por Eduardo em janeiro de 2024.
Segundo os registros apresentados pelo portal, Eduardo teria a responsabilidade de administrar o orçamento da produção e acesso aos valores enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo. Apesar disso, na quinta-feira (14), Eduardo negou em suas redes sociais ter exercido qualquer função de gestão ou controle dos recursos destinados ao filme.
"A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria. Se isso tivesse acontecido, o próprio governo americano me puniria", afirmou Eduardo.
O contrato de produção, datado de novembro de 2023, foi assinado em 30 de janeiro de 2024 e também traz o nome do deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtor executivo. A empresa Goup Entertainment, sediada na Flórida (EUA), aparece como responsável pela produção do filme.
O texto do contrato detalha a participação dos produtores executivos em decisões estratégicas de financiamento, como a preparação de informações para investidores, identificação de fontes de recursos (incluindo créditos e incentivos fiscais), captação de patrocínios e negociações para a colocação de produtos. Entre as atividades descritas estão ainda o planejamento e projeção do orçamento, negociação de contratos, preparação do cronograma de filmagem e acompanhamento dos custos.
Além disso, o material divulgado mostra troca de mensagens entre Thiago Miranda, fundador do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro sobre a transferência de recursos para os Estados Unidos. "Já estou fazendo o aditivo da troca da empresa e preciso de um direcionamento seu para seguir", escreveu Miranda.
O site também expôs uma captura de tela em que Eduardo comenta sobre dificuldades e alternativas para transferir dinheiro ao exterior, sugerindo acelerar o envio dos valores pelo sistema em uso à época.
"Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?", escreveu Eduardo.
Na quarta-feira (13), o Intercept Brasil revelou ainda que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado R$ 131 milhões a Vorcaro por meio de áudios, dos quais apenas R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. A Polícia Federal investiga se os recursos foram usados para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em entrevista nesta tarde, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que Eduardo explicará o caso em vídeo a ser publicado nas redes sociais.
Com informações do Sputinik Brasil
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