Geral
PF descobre uso de telefones em nome de mortos por policiais investigados no caso Refit
Escrivães da Polícia Federal teriam utilizado aparelhos registrados em nomes de falecidos para dificultar rastreamento em esquema ligado à Refinaria de Manguinhos.
A Polícia Federal descobriu que policiais investigaram o escândalo da Refinaria de Manguinhos (Refit) utilizaram telefones celulares registrados em nome de pessoas falecidas para se comunicarem com outros envolvidos no esquema.
Segundo as investigações que culminaram na deflagração da Operação Sem Refino nesta sexta-feira (15), dois escrivães, sendo um deles lotados na Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu, fizeram uso recorrente desses aparelhos para dificultar o rastreamento das comunicações e garantir o anonimato das conversas.
No total, os agentes federais cumpriram 17 mandatos de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (15), incluindo um contra o ex-governador Cláudio Castro. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou sete medidas de afastamento de função pública.
A identificação de um dos policiais federais suspeitos foi possível após o cruzamento de dados técnicos. O aparelho utilizou sistemas de acesso por meio de um endereço de IP vinculado à rede interna da própria Polícia Federal, e os registros foram associados ao login funcional de um registro.
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