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Petróleo sobe com tensões diplomáticas no Oriente Médio e cúpula Xi-Trump

Cotações do petróleo avançam impulsionadas por impasses entre EUA e Irã e discussões globais sobre segurança e exportação.

15/05/2026
Petróleo sobe com tensões diplomáticas no Oriente Médio e cúpula Xi-Trump
- Foto: Depositphotos

O preço do petróleo encerrou a sexta-feira, 15, em alta e voltou a se aproximar dos US$ 110 por barril, refletindo a preocupação dos investidores com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além do aumento das tensões entre os dois países.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho subiu 4,23% (US$ 4,10), fechando a US$ 101,02 o barril.

O Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 3,35% (US$ 3,54), encerrando a US$ 109,26 o barril. Na semana, os contratos acumularam altas de 5,89% (WTI) e 7,87% (Brent).

O movimento de alta acompanhou o término da cúpula entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, realizada em Pequim. Entre os principais temas discutidos esteve a guerra no Oriente Médio, que segue sem perspectiva de resolução no curto prazo.

Trump afirmou que Xi Jinping apoia "fortemente" restrições nucleares ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo o presidente dos EUA, Xi teria concordado em não enviar armamentos ao Irã.

Por sua vez, Pequim informou que Xi Jinping defendeu a continuidade das negociações e disse que "a força não resolve problemas", sem mencionar diretamente o Estreito de Ormuz.

De acordo com analistas do ING, o foco da cúpula Xi-Trump esteve na busca por apoio chinês para encerrar a guerra no Irã, apesar de outros tópicos terem sido abordados. "Daqui para frente, os gestos concretos terão mais peso do que as declarações. Avanços substanciais nas negociações sobre a guerra no Irã poderão indicar que houve mais progresso nos bastidores do que se imaginava", avaliam.

Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o processo de mediação conduzido pelo Paquistão enfrenta "um caminho muito difícil".

No cenário regional, os Emirados Árabes Unidos tentaram, sem sucesso, convencer países vizinhos do Golfo Pérsico a articularem uma resposta militar conjunta aos ataques do Irã, segundo a Bloomberg.

Além disso, Abu Dhabi anunciou a aceleração de um projeto para dobrar a capacidade de exportação de petróleo por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, o governo japonês decidiu manter a redução da obrigação de reservas privadas em 15 dias – de 70 para 55 dias de consumo –, com base na melhora das perspectivas de aquisição de petróleo por rotas alternativas.

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