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Bolsas europeias registram forte queda após impasse entre Trump e Xi Jinping

Mercados reagem à ausência de avanços concretos na cúpula EUA-China e à escalada de tensões no Oriente Médio

15/05/2026
Bolsas europeias registram forte queda após impasse entre Trump e Xi Jinping
- Foto: Reprodução

As principais bolsas da Europa encerraram a sexta-feira, 15, com quedas expressivas, refletindo a frustração dos investidores diante da ausência de anúncios concretos na reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O foco do mercado volta-se agora para o agravamento do conflito no Oriente Médio e para a falta de perspectiva de acordo entre EUA e Irã no curto prazo.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,71%, fechando aos 10.195,37 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,05%, encerrando em 23.955,19 pontos. O CAC 40, de Paris, perdeu 1,60%, aos 7.952,55 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 1,87%, para 49.116,47 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, registrou queda de 1,07%, aos 17.618,59 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, cedeu 1%, fechando em 9.033,06 pontos. Os dados são preliminares.

Durante a coletiva, Trump reiterou que Xi Jinping apoia "fortemente" restrições nucleares ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente americano também afirmou que a China irá comprar aviões e soja dos EUA, mas negou que tenham ocorrido discussões sobre tarifas.

Por outro lado, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, contradisse a versão americana, afirmando que Pequim e Washington concordaram em ampliar o comércio bilateral "sob uma estrutura de redução tarifária recíproca".

O setor de semicondutores europeu foi um dos mais afetados, após a cúpula terminar sem avanços relevantes para o segmento de chips. As ações da STMicroelectronics, fornecedora da Apple, Tesla e SpaceX, caíram 4,35% em Paris. A alemã Infineon Technologies recuou 4,28%, enquanto a holandesa ASML Holding teve queda de 4,81%.

Em contrapartida, os papéis de energia subiram, acompanhando a alta do petróleo diante da intensificação da guerra envolvendo o Irã. Em Londres, BP e Shell avançaram 1,61% e 1,27%, respectivamente. Em Madri, a Repsol ganhou 0,49%, e a TotalEnergies teve alta de 0,27% na bolsa de Paris.

No cenário político, a instabilidade no Reino Unido aumentou a cautela dos investidores. O rendimento dos Gilts atingiu novas máximas, enquanto o primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta mais uma disputa interna, após Andy Burnham, seu rival no Partido Trabalhista, sinalizar intenção de concorrer à liderança do partido e ao Parlamento.