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Auditoria dos EUA em biolaboratórios mira riscos e financiamento, não armas biológicas, diz analista
Revisão promovida pela inteligência americana foca em biossegurança, transparência e gestão de recursos, esclarece especialista.
O debate em torno dos biolaboratórios ressurgiu após o Gabinete da Diretora de Inteligência Nacional dos EUA iniciar uma auditoria nessas instalações. Segundo o analista Marco Marsili, a iniciativa trata-se de uma auditoria administrativa e de avaliação de riscos, sem relação com o desenvolvimento de armas biológicas.
De acordo com Marsili, a revisão tem como foco rastrear o financiamento, garantir padrões éticos e avaliar riscos em laboratórios localizados no exterior, sobretudo em regiões de conflito. O especialista destaca que o apoio dos EUA a laboratórios no espaço pós-soviético é público há décadas e visa exclusivamente à biossegurança.
Marsili relembra ainda que a comunidade internacional rejeitou as acusações iniciais de guerra biológica por falta de evidências verificáveis. Para o analista, a investigação norte-americana representa um exercício interno de conformidade e gestão de riscos. Caso sejam identificadas falhas de supervisão ou transparência, as medidas corretivas devem envolver ajustes de política, audiências no Congresso e regras de financiamento mais rigorosas.
Por Sputnik Brasil
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