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Americanas negocia venda das últimas lojas do Natural da Terra em São Paulo
Após fechar acordo para repassar 10 unidades ao Oba Hortifruti, empresa busca concluir saída do setor na capital paulista.
A Americanas informou que está em conversas avançadas para vender as três lojas remanescentes do Natural da Terra em São Paulo. O anúncio ocorre após a venda de outras dez unidades da rede para o Oba Hortifruti, conforme declarou o diretor financeiro (CFO) da companhia, Sebastien Durchon.
Segundo Durchon, a estratégia da Americanas priorizou resolver a operação do Natural da Terra em São Paulo, onde lojas deficitárias vinham pressionando o caixa do segmento de hortifrúti.
O executivo destacou que as três unidades restantes no Estado são superavitárias e seguem em negociação. “Temos conversas avançadas para vender essas três lojas também”, afirmou.
Na quarta-feira, 13, a Americanas anunciou a venda de 10 das 13 lojas do Natural da Terra em São Paulo por R$ 69 milhões, operação sujeita à aprovação do Cade. O valor será abatido da debênture da companhia, segundo Durchon.
Com a conclusão dessas transações, a operação de hortifrúti da Americanas ficará concentrada no Rio de Janeiro. Durchon ressaltou que a empresa segue conduzindo um processo de reestruturação operacional da rede e avalia potenciais interessados na compra do ativo. “Temos agora um ativo hortifrúti concentrado no Rio, com uma operação muito mais robusta”, afirmou.
Venda elimina queima de caixa
Durchon explicou que a venda das 10 lojas deficitárias em São Paulo deve eliminar o consumo de caixa da operação no Estado. As unidades negociadas com o Oba Hortifruti respondiam por resultados negativos na operação paulista. “Todas as lojas vendidas são deficitárias e essa transação elimina o consumo de caixa que a HNT (Hortifrúti Natural da Terra) sofre em São Paulo”, disse em teleconferência de resultados.
O executivo destacou ainda que o hortifrúti começou a apresentar sinais mais claros de recuperação após o início do processo de reestruturação no segundo semestre do ano passado.
No primeiro trimestre de 2026, as vendas da unidade cresceram 4%, enquanto a margem bruta avançou quase 5 pontos percentuais, impulsionada pelo aumento da participação de frutas, legumes e verduras no mix comercial. “Estamos voltando gradualmente ao modelo que fez o sucesso do hortifrúti no passado”, afirmou Durchon.
A operação também registrou redução de despesas gerais e administrativas, encerrando o trimestre com geração de caixa positiva de R$ 6 milhões, ainda que em patamar considerado pequeno pela companhia.
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