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Israel afirma estar pronto para nova ação militar contra Irã em meio a negociações EUA-China

Ministro da Defesa israelense reforça disposição para agir, enquanto potências buscam consenso sobre programa nuclear iraniano e segurança no Estreito de Ormuz.

14/05/2026
Israel afirma estar pronto para nova ação militar contra Irã em meio a negociações EUA-China
- Foto: © telegram SputnikBrasil

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quinta-feira (14) que o país está preparado para voltar a agir militarmente contra o Irã, mesmo após os "golpes extremamente severos" impostos a Teerã no último ano. As afirmações ocorrem em meio a intensas articulações diplomáticas entre Estados Unidos e China sobre o programa nuclear iraniano e a estabilidade no Estreito de Ormuz.

"O Irã sofreu golpes extremamente severos no último ano – e, ainda assim, nossa missão não terminou. Precisamos completar os objetivos da campanha", afirmou Katz, conforme divulgado pela agência Baha. "Como disse anteriormente, estamos preparados para a possibilidade de que em breve sejamos obrigados a agir novamente para garantir a realização desses objetivos", acrescentou.

Katz reiterou o apoio de Israel aos esforços diplomáticos liderados por Washington, mas alertou que uma nova ação militar poderá ser necessária para eliminar o que classifica como a "ameaça existencial" representada pelo Irã.

As declarações do ministro vêm um dia após o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, também afirmar que o país está pronto para retomar os combates "se necessário", abrangendo desde a Cisjordânia até Teerã. Segundo Zamir, Israel mantém um "estado constante de prontidão" para operações ofensivas e defensivas em múltiplas frentes, incluindo Beirute.

No mesmo contexto, o Líbano deverá exigir que Israel interrompa os combates em uma reunião presencial entre representantes dos dois países em Washington nesta quinta-feira, segundo uma fonte libanesa à Reuters. Este será o terceiro encontro desde a retomada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah em 2 de março, apesar de uma trégua apoiada pelos EUA.

O endurecimento do discurso israelense ocorre paralelamente à aproximação entre EUA e China sobre o tema iraniano. Mais cedo, a Casa Branca informou que o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram que o Irã "jamais poderá ter uma arma nuclear". O comunicado também ressaltou o consenso sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto para garantir o fluxo global de energia.

Após o encontro entre Trump e Xi em Pequim, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os dois países encontraram "um terreno em comum" em relação ao Irã e destacou que Pequim reiterou oposição à militarização de Ormuz e ao desenvolvimento de armas nucleares por Teerã.