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Como empresas petrolíferas ampliam lucros em meio ao conflito no Oriente Médio
Gigantes do setor registram alta expressiva nos ganhos enquanto tensões geopolíticas impulsionam resultados, especialmente na Europa.
As 14 maiores empresas petrolíferas do mundo registraram um lucro líquido combinado de US$ 86 bilhões (cerca de R$ 430,48 bilhões) no primeiro trimestre do ano, representando um aumento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados compilados por veículos especializados em economia e finanças.
As companhias europeias tiveram desempenho superior ao das norte-americanas, que viram seus lucros diminuíram no mesmo intervalo.
Especialistas do setor apontam que essa diferença decorre, em parte, dos diferentes modelos de negócios das petrolíferas. Enquanto as norte-americanas focam majoritariamente na exploração e remoção, as europeias se destacam nas áreas de refino e distribuição.
No cenário global, as 14 maiores petrolíferas tiveram um crescimento de 12% no faturamento, alcançando US$ 771,5 bilhões (aproximadamente R$ 3,87 trilhões).
Entre os destaques, a Aramco, da Arábia Saudita, registrou lucros robustos mesmo diante das instabilidades do mercado de energia. A empresa respondeu por 40% do lucro total do setor, com ganhos de US$ 32,6 bilhões (cerca de R$ 162,8 bilhões), um aumento de 25% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
A Aramco, responsável por 60% da receita nacional saudita, informou em relatório que conseguiu contornar as restrições de trânsito no estreito de Ormuz por meio de rotas alternativas, o que contribuiu para os seus “resultados expressivos”.
Outras gigantes europeias também tiveram resultados positivos: a Shell lucrou US$ 5,7 bilhões (mais de R$ 28,52 bilhões), um aumento de 19%, enquanto a TotalEnergies alcançou US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 29,11 bilhões), um salto de 50%. A Equinor, por sua vez, somou US$ 3,1 bilhões (aproximadamente R$ 15,56 bilhões), crescimento de 18%.
No caso da BP, o avanço foi ainda mais expressivo: a petrolífera britânica reportou lucros de US$ 3,8 bilhões (mais de R$ 19,24 bilhões), um aumento de 459%.
Em contrapartida, as petrolíferas norte-americanas enfrentaram retração nos lucros no trimestre. A Chevron, por exemplo, registrou US$ 2,2 bilhões, queda de 37% em relação aos três primeiros meses de 2025. Já a ConocoPhillips teve aumento de 23%, totalizando US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,94 bilhões).
Os analistas alertam, porém, que a sustentação desses resultados positivos pode ser comprometida caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
Por Sputinik Brasil
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