Geral

CSN Mineração reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 222 milhões no 1º trimestre

Companhia apresenta melhora nos resultados e redução do endividamento, apesar de queda na receita líquida.

13/05/2026
CSN Mineração reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 222 milhões no 1º trimestre
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A CSN Mineração registrou lucro líquido de R$ 222 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 357 milhões anotado no mesmo período do ano passado. O Ebitda Ajustado somou R$ 1,42 bilhão entre janeiro e março, representando um leve recuo de 0,5% em comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 3,165 bilhões, uma queda de 7,2% em relação aos três primeiros meses de 2025. As vendas de minério de ferro atingiram 9,636 milhões de toneladas, praticamente estáveis em relação às 9,640 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.

No que diz respeito ao endividamento, a CSN Mineração encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 683 milhões, redução de 5,8% ante o quarto trimestre de 2025. A alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda, manteve-se estável em 0,11 vez nos dois períodos analisados.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 626 milhões entre janeiro e março, mas houve uma redução de 52,4% frente ao resultado negativo de R$ 1,315 bilhão registrado no mesmo período de 2025.

Durante o trimestre, a execução de investimentos (capex) foi menor devido ao período chuvoso, totalizando R$ 431 milhões investidos — retração de 51,3% em relação ao trimestre anterior. Contudo, na comparação anual, o investimento cresceu 14,3%, impulsionado por avanços em projetos estruturantes, com destaque para a evolução da infraestrutura da P15 e para obras que visam aumentar a eficiência operacional da companhia, conforme explicou a empresa.

Segundo o relatório de resultados, o início de 2026 foi marcado por um ambiente equilibrado no mercado transoceânico de minério de ferro, com preços sustentados, apesar da menor demanda de aço na China e do aumento dos custos globais de combustíveis devido à escalada do conflito no Oriente Médio.

"Ao longo do trimestre, observou-se uma combinação de recomposição de estoques por parte das siderúrgicas chinesas e oferta global disciplinada, com impactos sazonais na produção brasileira e australiana em função do período de chuvas e ciclones, respectivamente, ainda que em volumes maiores do que os observados no mesmo período de 2025", destacou a CSN Mineração.

Esse cenário contribuiu para a manutenção dos preços em patamares relativamente estáveis em relação ao ano anterior, ainda que levemente inferiores aos níveis do trimestre imediatamente anterior.