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Conflito Irã-Israel muda cenário inflacionário dos EUA, aponta dirigente do Fed
Presidente do Fed de Minneapolis destaca incertezas no Estreito de Ormuz e reforça compromisso com meta de 2% para inflação.
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou nesta quarta-feira (13) que o conflito entre Irã e Israel alterou "drasticamente" o cenário inflacionário dos Estados Unidos. Segundo ele, o banco central americano segue comprometido em trazer a inflação de volta à meta de 2%.
Durante evento promovido pela Câmara de Comércio da região de St. Paul, em Minnesota, Kashkari destacou que a inflação "ainda está alta demais" e permanece acima da meta do Fed "há mais de cinco anos".
O dirigente ressaltou que o fechamento do Estreito de Ormuz representa uma das principais incertezas atuais para a política monetária americana. "Há uma enorme interrogação sobre por quanto tempo o Estreito de Ormuz ficará fechado, o que terá um grande efeito sobre a inflação", afirmou.
Kashkari acrescentou que, mesmo que a rota marítima seja reaberta, "levará meses para que as cadeias de suprimentos voltem ao normal".
Segundo ele, não foi surpresa a recente aceleração da inflação cheia nos EUA, após fortes altas no índice de preços ao consumidor (CPI) e no índice de preços ao produtor (PPI) em abril. O ponto central, segundo Kashkari, será avaliar a persistência do choque causado pelas restrições no fluxo global de petróleo e combustíveis.
O presidente do Fed de Minneapolis também afastou a possibilidade de elevação da meta de inflação. "Não vamos aumentar a meta para 3%", garantiu. "Precisamos voltar à inflação de 2%, que é nossa meta." As declarações ocorrem em meio ao aumento das preocupações do mercado com os impactos do choque de energia sobre a economia americana. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo acima de US$ 100 por barril e intensificou pressões sobre combustíveis, transporte, alimentos e serviços nos Estados Unidos.
Sobre política monetária, Kashkari afirmou não ter certeza de que decisões do Fed sobre os juros tenham "muito efeito" sobre as taxas de hipotecas. Ele também ressaltou que o presidente do Fed possui "muita influência", embora seja apenas um dos 12 votantes nas decisões de política monetária.
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