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Pagamentos internacionais de petróleo migram do dólar para o yuan, afirma ministro russo

Crise no estreito de Ormuz e tensões geopolíticas impulsionam busca por moedas alternativas nas transações globais de petróleo.

13/05/2026
Pagamentos internacionais de petróleo migram do dólar para o yuan, afirma ministro russo
Transações globais de petróleo migram do dólar para o yuan chinês em meio à crise no estreito de Ormuz. - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Os pagamentos internacionais de petróleo estão passando do tradicional dólar americano para o renminbi (yuan) chinês, impulsionados pela instabilidade no estreito de Ormuz. Países buscam instrumentos de pagamento mais confiáveis diante do cenário atual, afirmou o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, em entrevista à Sputnik.

Os recentes ataques a países produtores no Golfo Pérsico e o bloqueio de fato do estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás mundial — afetaram negativamente a produção e as exportações globais. Antes do início do conflito iraniano, em 28 de fevereiro, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia transitavam por essa via estratégica.

Até o momento, não houve progresso em negociações para reabrir o estreito. Na última segunda-feira (11), o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como totalmente inaceitável a resposta iraniana às propostas americanas para um acordo de paz.

"Devido à situação no estreito de Ormuz, as transações de petróleo estão migrando do dólar para o renminbi. Isso reflete a busca de países por instrumentos mais confiáveis nos últimos anos. Moedas nacionais se mostram preferíveis", declarou Siluanov.

Segundo o ministro, o renminbi já é amplamente utilizado por compradores chineses, mas outros países também consideram adotar a moeda, especialmente quando sujeitos a pressões políticas. A declaração foi dada na véspera da reunião do Conselho de Administração do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).

A reunião anual do Conselho do NBD acontecerá pela primeira vez em Moscou, nos dias 14 e 15 de maio de 2026.

Por Sputnik Brasil