Geral
Petrobras aposta em aumento de produção para conter alta dos combustíveis
Presidente da estatal afirma que foco é ampliar oferta de derivados e descarta repasse imediato das oscilações internacionais
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12) que a estatal está empenhada em ampliar a produção de derivados de petróleo, como gasolina e diesel, como estratégia para enfrentar a alta dos preços nas bombas, motivada pela guerra no Irã e pelo fechamento do estreito de Ormuz.
Em entrevista à imprensa, Magda destacou que a Petrobras não pretende realizar ajustes bruscos nos preços dos combustíveis para acompanhar as variações internacionais.
"A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã. Mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse."
Desde o início do conflito no Irã, no final de fevereiro, o preço do barril do petróleo tipo Brent saltou de US$ 70 para mais de US$ 105, chegando a superar US$ 120. Apesar de autossuficiente em petróleo, o Brasil ainda depende da importação de produtos refinados, como diesel e gasolina, ficando exposto às instabilidades do mercado global.
No início de abril, o governo federal anunciou um pacote de medidas para atenuar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis, incluindo diesel, querosene de aviação e gás de cozinha.
Entre as ações, o Planalto instituiu uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, benefício válido por dois meses e estimado em R$ 4 bilhões, com o custo dividido igualmente entre União e estados.
Além disso, foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel nacional, com impacto de R$ 3 bilhões ao orçamento público.
O querosene de aviação, que teve reajuste de 55% anunciado anteriormente pela Petrobras, teve os impostos federais zerados, medida que também se estendeu ao biodiesel.
Para o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado, foi concedida uma subvenção de R$ 850 por tonelada, equiparando o preço ao do GLP nacional e evitando aumento no valor do gás de cozinha para o consumidor final.
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