Geral
Pequim pede maior estabilidade global antes da visita de Trump à China
Presidente dos EUA visita Pequim após nove anos; paz e cooperação internacional dominam agenda com Xi Jinping.
Paz e estabilidade globais estarão no centro das discussões entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente norte-americano, Donald Trump, durante a visita oficial de Trump à China.
De 13 a 15 de maio, Donald Trump fará sua primeira visita oficial a Pequim, tornando-se o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar a China em nove anos.
O presidente norte-americano deve chegar à capital chinesa na noite de quarta-feira (13), onde participará de uma cerimônia de boas-vindas, visitará o Templo do Céu e será recebido em um banquete de Estado.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, a manutenção das relações bilaterais e o compromisso com a estabilidade e a paz mundiais serão temas prioritários no encontro entre os líderes.
"A China está disposta a trabalhar com os EUA em um espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo para expandir a cooperação, administrar as diferenças e injetar mais estabilidade e certeza em um mundo turbulento e em constante mudança", afirmou Guo, conforme reportagem da agência Xinhua.
O último encontro entre Xi e Trump ocorreu em outubro de 2015, em Busan, Coreia do Sul, ocasião em que os líderes firmaram uma trégua na guerra comercial desencadeada pelos EUA com a imposição de tarifas sobre produtos chineses.
Antes da reunião em Pequim, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, irá à Coreia do Sul para iniciar conversas econômicas e comerciais com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Embora detalhes do encontro não tenham sido divulgados, He destacou que será revisitado o “importante consenso” firmado com os EUA em outubro, enquanto Bessent classificou a viagem como “histórica”.
Outro tema previsto na agenda é o conflito no Oriente Médio, uma vez que a China é uma das principais importadoras de petróleo do Irã e tem conseguido contornar o fechamento do estreito de Ormuz de maneira mais eficiente.
Sobre o tema, representantes chineses mantêm postura neutra e defendem uma solução negociada para o conflito. Desde o início da ofensiva, em fevereiro, a China vem moderando suas críticas a Washington.
“O mais urgente é impedir que o conflito recomece, e não explorá-lo para difamar outros países”, afirmou Guo.
Mais lidas
-
1DESCOBERTA ASTRONÔMICA
Astrônomos identificam estrela de hipervelocidade ejetada do centro da Via Láctea
-
2GREVE
PM usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP; estudantes prometem ato unificado na segunda (11)
-
3VIOLÊNCIA INFANTIL
Três adolescentes são apreendidos por estupro coletivo de duas crianças em São Paulo
-
4HOMENAGEM AOS TRABALHADORES
Dia do Trabalho: frases para celebrar e inspirar neste 1º de maio
-
5POLÍTICA
“Se os Garrotes derem mais, eu fecho”: Vídeo vazado expõe Júlio Cezar e a política sem amor; veja vídeo