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Rússia realiza teste final de míssil intercontinental Sarmat, com alcance superior a 35 mil km

Novo armamento, chamado de 'Satanás 2' pela Otan, é considerado o mais poderoso do mundo, segundo Putin, e deve entrar em operação até 2026.

12/05/2026
Rússia realiza teste final de míssil intercontinental Sarmat, com alcance superior a 35 mil km
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Rússia anunciou nesta terça-feira, 12, a realização do teste final do sistema de mísseis balísticos intercontinentais Sarmat, conforme divulgado pela agência estatal Tass.

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou que o novo míssil pode se deslocar em trajetória suborbital, atingindo alcance superior a 35 mil quilômetros. Segundo ele, trata-se do "sistema de mísseis mais poderoso do mundo".

O alcance do Sarmat supera a distância entre Rússia e Argentina. "O rendimento total da ogiva entregue é mais de quatro vezes maior do que o de qualquer equivalente ocidental existente e mais poderoso", afirmou Putin.

O Sarmat substituirá o míssil Voyevoda, conhecido pela Otan como "Satanás". Por esse motivo, o novo armamento foi apelidado pela aliança de "Satanás 2".

De acordo com Sergey Karakayev, comandante das Forças de Mísseis Estratégicos, a implantação do Sarmat "aumentará significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres para garantir a destruição de alvos e cumprir missões de dissuasão estratégica".

Karakayev ressaltou que o novo míssil supera seu antecessor em capacidades de combate, especialmente em alcance, carga útil, prontidão de lançamento e contramedidas, permitindo que supere de forma confiável sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros.

O comandante informou ainda que o teste final foi bem-sucedido, possibilitando que o sistema entre em operação até o final de 2026. A previsão foi confirmada por Putin, que afirmou que a Rússia está "implementando gradualmente o programa de desenvolvimento das forças nucleares adotado".

Putin acrescentou que Moscou vem aprimorando suas "forças de dissuasão" desde o início dos anos 2000. Após a retirada dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Antibalísticos, em 2002, a Rússia, segundo ele, precisou "considerar a garantia de sua segurança estratégica na nova realidade e a necessidade de manter um equilíbrio estratégico de poder e paridade".