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EUA negociam em sigilo novas bases militares na Groenlândia, diz imprensa

Conversas com a Dinamarca avançam e envolvem possível expansão da presença militar americana no Ártico.

12/05/2026
EUA negociam em sigilo novas bases militares na Groenlândia, diz imprensa
EUA negociam com Dinamarca a abertura de novas bases militares na Groenlândia, ampliando presença no Ártico. - Foto: © AP Photo / Evgeniy Maloletka

Os Estados Unidos mantêm conversas secretas e regulares com a Dinamarca para discutir a abertura de novas bases militares na Groenlândia, segundo informações divulgadas por um veículo de imprensa ocidental que cita fontes próximas às negociações.

De acordo com a mídia, autoridades norte-americanas e dinamarquesas estão em diálogo contínuo sobre a ampliação da presença militar dos EUA no território, e os debates teriam avançado nos últimos meses.

"Autoridades norte-americanas estão tentando abrir três novas bases no sul do território, uma região semiautônoma da Dinamarca, como parte de esforços para resolver a crise diplomática desencadeada pela ameaça do ex-presidente Donald Trump de tomar a Groenlândia à força", aponta o material publicado.

Fontes próximas às negociações afirmam que os Estados Unidos propuseram que as três novas bases militares fossem oficialmente reconhecidas como território soberano norte-americano.

Até o momento, segundo a mídia, não há acordo final entre os países. O número e a localização das bases ainda podem ser alterados. Analistas avaliam que as novas instalações devem aproveitar a infraestrutura de transporte já existente na ilha, uma vez que construir estruturas totalmente novas seria financeiramente inviável.

"Durante as negociações, as autoridades norte-americanas não discutiram a possibilidade de estabelecer controle sobre a Groenlândia, hipótese que foi publicamente rejeitada pela Dinamarca e pela OTAN, da qual o país é membro", destaca o texto.

A abertura de novas bases está relacionada ao aumento das preocupações dos EUA com supostas atividades russas e chinesas no Atlântico Norte.

Em comunicado conjunto anterior, Rússia e China afirmaram defender a paz e a estabilidade no Ártico, além da prevenção de tensões militares e políticas na região.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia alertado para tentativas de militarização do Ártico e para o uso de pretextos que permitam à OTAN expandir sua infraestrutura na região.

Por Sputnik Brasil