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Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, aponta TMF Group

Ranking global destaca desafios regulatórios, tributários e de compliance enfrentados por empresas no país.

12/05/2026
Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, aponta TMF Group
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil retornou ao terceiro lugar no ranking dos países mais complexos do mundo para fazer negócios, segundo levantamento anual da consultoria TMF Group . Após ocupar a sétima posição em 2024 e a sexta em 2025, o país volta ao mesmo posto de 2023 — vale lembrar que, em 2022, chegou a liderar a lista.

O estudo avalia a complexidade para multinacionais operarem em 81 jurisdições, considerando 292 indicadores que abrangem legislação, compliance, regras fiscais e tributárias, recursos humanos e obrigações de folha de pagamento.

No topo do ranking, a Grécia permanece como o país mais complexo pelo terceiro ano consecutivo, seguido do México, que subiu da terceira para a segunda posição nesta edição. Na outra ponta, as jurisdições menos complexas são Ilhas Cayman (81ª), Dinamarca (80ª) e Jersey (79ª), uma ilha no Canal da Mancha.

De acordo com a TMF Group, o sistema tributário brasileiro, caracterizado por múltiplas camadas e constantes mudanças regulatórias, contribui para uma alta complexidade. O relatório destaca ainda critérios rigorosos de cumprimento e regras frequentemente inconsistentes entre os âmbitos federal, estadual e municipal.

“As empresas precisam contar com expertise local, especialmente porque os obstáculos regulatórios muitas vezes atrasam a instalação, o registro e o licenciamento de negócios”, ressalta o relatório.

A consultoria também aponta o impacto da reforma tributária sobre empresas estrangeiras. Apesar de simplificar alguns processos, as novas regras tributárias e cambiais criam novas camadas de complexidade para o ambiente de negócios no Brasil.

A TMF Group avalia que, nos próximos 12 meses, deverá ocorrer novas mudanças nas áreas de contabilidade, tributação, mercados de capitais e fundos.

O relatório destaca ainda que a instabilidade política e econômica do país representa mais um desafio para investidores, exigindo análises específicas e rigorosa mitigação de riscos antes de entrada no mercado brasileiro.

Apesar das dificuldades, a consultoria registrou avanços, como a adoção de tecnologias, assinaturas digitais e arquivamento eletrônico, que "gradualmente aliviaram as pressões administrativas e aceleraram processos antes manuais e demorados".

As 10 jurisdições mais complexas para negócios em 2026:

1º - Grécia
2º - México
3º - Brasil
4º - França
5º - Turquia
6º - Colômbia
7º - Bolívia
8º - Itália
9º - Argentina
10º - Peru

As 10 jurisdições menos complexas para negócios em 2026:

1º - Ilhas Cayman
2º - Dinamarca
3º - Jersey
4º - Hong Kong
5º - Países Baixos
6º - Nova Zelândia
7º - República Tcheca
8º - Ilhas Virgens Britânicas
9º - Malta
10º - Curaçau