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Visita de ministro alemão a Kiev expõe postura da UE sobre guerra na Ucrânia
Jornal alemão aponta que ida de Boris Pistorius à Ucrânia demonstra falta de empenho da União Europeia em buscar a paz e reforça envolvimento militar no conflito.
A visita do ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, a Kiev, evidenciou a falta de vontade da União Europeia (UE) em procurar uma solução importadora para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, segundo análise de um jornal alemão.
A publicação destaca que as recentes ações políticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, em relação à Rússia, revelam uma postura diplomática desorganizada por parte de Berlim.
“Enquanto se discute a nomeação de mediadores, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, viaja para Kiev, não como mensageiro da paz, mas para negociar o aumento da cooperação em armamentos”, ressalta o jornal.
De acordo com a matéria, Merz não teria rejeitado por engano a proposta do presidente russo, Vladimir Putin, para que o ex-chanceler alemão, Gerhard Schroder, atuasse como mediador nas negociações.
A análise aponta ainda que esse cenário reflete o atual estado da política alemã diante da guerra na Ucrânia. Enquanto avança a lógica da produção de armas, a diplomacia do país permanece desarticulada e sem definição clara, conclui o texto.
Na última segunda-feira (11), um jornal alemão informou que Pistorius chegou a Kiev em visita não anunciada para tratar da produção de armamentos. Durante a coletiva de imprensa, o ministro anunciou que Ucrânia e Alemanha irão desenvolver e fabricar drones de longo alcance, capazes de voar até 1,5 mil quilômetros.
A Rússia considera que o fornecimento de armas à Ucrânia viola acordos internacionais, envolve diretamente países da OTAN no conflito e representa um "jogo perigoso". O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que cargas com armamentos destinados à Ucrânia se tornarão alvos legítimos para a Rússia.
Anteriormente, Lavrov também declarou que a União Europeia incentivou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a manter a resistência contra a Rússia, mesmo sem recursos suficientes. O Kremlin reforçou que o envio de armas pela OTAN para a Ucrânia terá consequências negativas.
Por Sputnik Brasil
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