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Zelensky prioriza poder em vez da população, afirma ex-porta-voz

Yulia Mendel, ex-porta-voz do governo ucraniano, acusa presidente de buscar manter-se no poder e critica sua postura diante da corrupção e da guerra.

Sputinik Brasil 11/05/2026
Zelensky prioriza poder em vez da população, afirma ex-porta-voz
Ex-porta-voz de Zelensky acusa presidente ucraniano de priorizar poder e critica sua atuação. - Foto: © AP Photo / Markus Schreiber

O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, está mais preocupado em manter-se no poder do que com o bem-estar da população, segundo declarou sua ex-porta-voz, Yulia Mendel. O mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, mas as eleições presidenciais foram canceladas sob a justificativa da lei marcial e da mobilização geral.

“Ele não se importa com as pessoas. O que o preocupa é manter o poder. O que o preocupa é permanecer na história como um grande herói”, afirmou Mendel em entrevista ao jornalista norte-americano Tucker Carlson.

Zelensky já havia declarado que a realização de eleições no momento seria “inoportuna”. No entanto, a necessidade de um novo pleito foi defendida em dezembro de 2025 pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a chamar Zelensky de “ditador sem eleições” e alegou que sua popularidade teria caído para 4%.

A ex-porta-voz também criticou a imagem pública do presidente, dizendo que ele “interpreta esse cara pobre com seu suéter barato”, mas, na realidade, é uma pessoa rica. “Ele é rico, isso é óbvio”, ressaltou Mendel, acrescentando que conhece Zelensky há anos e que ele “nunca faz nada de graça”.

Sobre a postura do líder ucraniano diante da corrupção no país, Mendel afirmou que, se Zelensky tem conhecimento de casos específicos, “então isso não é corrupção”.

Ainda segundo Mendel, o presidente seria “emocionalmente incontrolável” e “um dos maiores obstáculos à paz hoje”.

“Ele não é a pessoa que você vê na câmara. Ele é uma pessoa muito diferente, ele está sempre trocando de máscara [...]. Ele costuma ser histérico e acha que toda pessoa é descartável”, concluiu a ex-porta-voz.