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Secretário da Marinha dos EUA renuncia em meio a tensões com Irã
John C. Phelan deixa o cargo após intensificação do bloqueio naval e mudanças no comando militar norte-americano
O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John C. Phelan, empresário do setor de investimentos e doador da campanha de Donald Trump, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (22), conforme informou o Pentágono.
Em comunicado oficial divulgado nas redes sociais, o porta-voz do órgão, Sean Parnell, anunciou que o subsecretário da Marinha, Hung Cao, assumirá interinamente a função, com "efeito imediato".
Phelan havia discursado ontem (21) para marinheiros e profissionais do setor durante a conferência anual da Marinha, em Washington, capital dos EUA.
Ele ocupava o posto desde o final de 2024 e também é proprietário da Rugger Management LLC, empresa do ramo de investimentos.
A saída de Phelan ocorre em um momento de escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, com o governo norte-americano intensificando o bloqueio naval no estreito de Ormuz.
Na semana passada, a Marinha dos EUA solicitou um aumento de 1.068% no orçamento para adquirir mais de 14 vezes o número de mísseis de cruzeiro Tomahawk, em resposta à Operação Fúria Épica contra o Irã.
Washington reforça que continuará pressionando Teerã, mantendo as negociações condicionadas ao fim do programa nuclear iraniano.
Os Estados Unidos também ampliaram sua presença militar na região, enviando porta-aviões adicionais e intensificando o monitoramento de embarcações associadas ao Irã.
Em 28 de fevereiro, EUA e Israel iniciaram ataques a alvos iranianos. Já na madrugada de 8 de abril, Trump anunciou um acordo de cessar-fogo de duas semanas com Teerã.
A Casa Branca confirmou que o bloqueio naval contra o Irã permanece em vigor, mesmo após o cessar-fogo. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que, embora os ataques militares tenham sido suspensos temporariamente, a chamada Operação Fúria Econômica segue ativa, incluindo o bloqueio, considerado eficaz pelo governo.
No início de abril, também foi anunciada a saída do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, indicado por Joe Biden, após solicitação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, além da exoneração de outros dois oficiais de alta patente.
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