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Compra de caças F-16 dos EUA gera crise no governo do Peru e provoca renúncia de ministros
Desentendimento sobre adiamento de pagamento dos aviões militares leva à saída dos titulares das Relações Exteriores e Defesa
Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa do Peru renunciaram nesta quarta-feira (22) após um impasse com o presidente interino, José María Balcázar, envolvendo uma compra de 24 caças F-16 dos Estados Unidos, avaliadas em US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 17,6 bilhões).
A crise foi desencadeada pela decisão de Balcázar de adiar o pagamento das aeronaves para depois da posse do novo presidente, prevista para após o segundo turno das eleições em junho.
Segundo os ministros, os contratos já haviam sido assinados na segunda-feira (20) e o adiamento colocava a segurança nacional em risco.
Ao anunciar sua saída, o chanceler Hugo de Zela afirmou à rádio peruana RPP que a decisão do presidente interino compromete a concessão do Peru, tornando o país “um parceiro em quem não pode confiar em processos de negociação”. Ele destacou que o primeiro pagamento deveria ter sido realizado na terça-feira (21).
Também em entrevista à rádio local, o ministro da Defesa, Carlos Díaz, justificou a sua renúncia pela suspensão da compra, que ele classificou como "necessidade estratégica de segurança e defesa da nação".
O processo de aquisição das caças foi iniciado em 2024, com o objetivo de renovar uma frota de aeronaves com cerca de 30 anos de uso, segundo autoridades de defesa.
O Ministério da Defesa avaliou propostas dos modelos Rafale (França), Gripen (Suécia) e F-16 Block 70 (Estados Unidos).
Atualmente, a frota de combate do Peru inclui aviões Mirage 2000, MiG-29 (Rússia) e Sukhoi-27 (Bielorrússia).
Renúncia por falhas nas eleições
Nesta terça-feira, o chefe do órgão eleitoral responsável pelas eleições gerais no Peru, Piero Corvetto, também renunciou a falhas que impediram cerca de 50 mil eleições de votar no primeiro turno, realizado em 12 de abril, e prejudicaram a apuração, que ainda não foi concluída.
A Junta Nacional Eleitoral atribuiu os problemas a falhas técnicas. A expectativa é que a contagem final dos votos presidenciais seja concluída em meados de maio.
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