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BRB aprova emissão de ações de até R$ 8,8 bilhões em assembleia

Medida busca fortalecer o capital do banco, que enfrenta desafios de liquidez e investigações

22/04/2026
BRB aprova emissão de ações de até R$ 8,8 bilhões em assembleia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram nesta quarta-feira, 22, na Assembleia Geral Extraordinária (AGE), a possibilidade de emissão de ações no valor de até R$ 8,8 bilhões. Segundo a assessoria de imprensa do BRB, esses recursos poderão ser contabilizados como aumento de capital da instituição.

O volume é considerado mesmo necessário após a negociação, fechada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na véspera do feriado, com a Quadra Gestora, no valor de R$ 15 bilhões.

A necessidade de captação de recursos corre da falta de liquidez do banco, que esteve envolvida em negociações investigadas pela Polícia Federal com o Banco Master. Esta instituição, pertencente a Daniel Vorcaro, encontra-se em processo de liquidação extrajudicial desde o fim do ano passado, por determinação do Banco Central.

A aprovação representa um primeiro passo para fortalecer o capital do BRB, fragilizado pelo envolvimento com o Banco Master. Agora, o GDF tem até dia 29 de maio para realizar um aporte financeiro e integralizar esse capital.

Como mostrado no Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o governo distrital enfrenta dificuldades para viabilizar um empréstimo. Além do problema de liquidez, o BRB também lida com desafios patrimoniais monitorados de perto pelo Banco Central. A instituição já atrasou a entrega do seu balanço ao órgão supervisor, cujo prazo final era o fim do mês passado.

O GDF tenta ainda obter um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a um sindicato de bancos, mas, conforme vem registrando a Broadcast nas últimas semanas, não houve avanços nessas negociações.

A AGE desta quarta-feira foi conduzida pelo novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. Seu antecessor, Paulo Henrique Costa, permanece preso em Brasília, em decorrência das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master.