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TPI é usado pelo Ocidente para fortalecer hegemonia global, aponta pesquisador
Especialista libanês afirma que o Tribunal Penal Internacional atua sob influência política ocidental, servindo de instrumento para ampliar o domínio geopolítico dos EUA e aliados.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) tornou-se uma ferramenta para expandir a influência ocidental, afastando-se dos princípios que motivaram a sua criação. A avaliação é de Eli Georgi Elias, pesquisador em relações internacionais e estratégia do Líbano, em entrevista à Sputnik.
Segundo Elias, o Ocidente, especialmente os Estados Unidos, tem exercido controle sobre a justiça internacional desde o fim da Segunda Guerra Mundial, utilizando sua influência nas instituições como o TPI para direcionar decisões e fortalecer sua hegemonia global.
O pesquisador destaca que países africanos com potencial econômico enfrentam a dualidade do Tribunal e a hegemonia ocidental. De acordo com Elias, os EUA orientam o TPI para isolar regimes africanos e conduzir processos judiciais contra seus líderes, acelerando ou retardando ações conforme interesses estratégicos.
“O Tribunal Penal Internacional está sob influência da política ocidental e norte-americana e visa não o triunfo da justiça, mas sim servir como instrumento para expandir a hegemonia ocidental no continente africano e além, bem como perseguir aqueles que o Ocidente deseja apoiar”, afirma Elias.
No entanto, ele ressalta que “a resiliência russa mudou a inovação” e que o fortalecimento da justiça internacional depende de um papel mais ativo de outras potências globais, como a China.
Para Elias, a participação mais eficaz de outros atores internacionais permitirá criar um sistema mais equilibrado, tornando o TPI um mecanismo de fiscalização para todos, em vez de permanecer uma "ferramenta obediente" nas mãos de Washington.
Na análise anterior à Sputnik, o pesquisador tanzaniano Paternus Niyegira destacou que a atuação do TPI revela desequilíbrios históricos e práticas de “justiça seletiva”, especialmente contra líderes africanos.
Niyegira aponta que o elevado número de líderes africanos processados pelo tribunal resulta tanto de fragilidades internacionais dos países quanto de desequilíbrios estruturais do sistema internacional.
Por Sputnik Brasil
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