Geral
Alckmin ressalta importância da viagem de Lula à Europa antes do acordo Mercosul-UE
Presidente em exercício destaca benefícios do acordo para exportações brasileiras e visita à modernizada Unipar em Cubatão.
O presidente em exercício da República, Geraldo Alckmin, enfatizou nesta segunda-feira (20) a relevância da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, realizada nos dias que antecedem a entrada em vigor, em 1º de maio, do acordo Mercosul-União Europeia.
"Quero destacar a ida do presidente Lula à Espanha, à Alemanha e também a Portugal porque, agora, no dia 1º de maio, entra em vigor o acordo Mercosul-União Europeia, em sua vigência provisória. Então, em 1º de maio, perto de 500 produtos brasileiros que exportamos para a União Europeia terão o imposto zerado, e outros passarão por uma redução tarifária ao longo dos anos", explicou Alckmin. Ele acrescentou que, com isso, o Brasil deve ampliar as vendas ao segundo maior parceiro comercial do país.
Segundo Alckmin, a União Europeia também poderá vender produtos com preços mais competitivos no Brasil. "É um ganha-ganha. A sociedade se beneficia quando se abrem mercados, reduzem-se tarifas e estimula-se a competitividade. Trata-se do maior acordo comercial entre blocos do mundo, envolvendo um mercado de US$ 22 trilhões. A ida do presidente Lula à Europa tem esse objetivo, inclusive para, durante a Feira de Hannover, destacar nossos biocombustíveis", afirmou o presidente em exercício.
Visita à Unipar
Alckmin conversou com jornalistas após visitar a Unipar, empresa química localizada em Cubatão (SP), que finalizou um processo de modernização em dezembro de 2025. O investimento superou R$ 1 bilhão, transformando a unidade na maior produtora de cloro por tecnologia de membrana da América do Sul.
Desse montante, R$ 672,9 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de linhas dedicadas à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono, no âmbito da Indústria Verde. Os recursos incluem aportes do Fundo Clima e do Finem - Meio Ambiente.
Alckmin também destacou que a gasolina brasileira já recebe 30% de etanol e que quase 80% da frota nacional é flex. Além disso, mencionou que o biodiesel já compõe 15% do óleo diesel utilizado no país.
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