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CNI propõe dobrar comércio bilateral com a Alemanha nos próximos cinco anos

Durante encontro em Hannover, entidade defende fortalecimento de parcerias em tecnologia, energia e sustentabilidade

19/04/2026
CNI propõe dobrar comércio bilateral com a Alemanha nos próximos cinco anos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu, neste domingo (19), a necessidade de dobrar o volume do comércio bilateral com a Alemanha nos próximos cinco anos . Atualmente, as trocas comerciais superam US$ 20 bilhões. O posicionamento foi apresentado durante a 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), realizada em Hannover.

No encontro, representantes dos governos e das indústrias dos dois países debateram temas como a aplicação provisória do Acordo Mercosul-União Europeia, o Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT) e iniciativas para expandir projetos em digitalização, inteligência artificial, descarbonização e biocombustíveis.

A Comissão faz parte de uma série de agendas estratégicas que ocorrerão na Alemanha nesta semana, no contexto da Hannover Messe. O objetivo principal do encontro deste domingo foi fortalecer os laços comerciais, com debates centrados em energia, sustentabilidade, tecnologia e investimentos, especialmente eventos à participação na feira internacional.

Durante a reunião, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que o Brasil pode se consolidar como parceiro estratégico da Alemanha no cenário global, ao oferecer previsibilidade, estabilidade democrática e segurança energética.

Alban ressaltou que o Brasil busca ir além do papel de fornecedor de insumos, agregando valor e promovendo o desenvolvimento tecnológico conjunto. Ele apontou a matriz energética brasileira como diferencial relevante para a descarbonização industrial europeia e defendeu a adoção de iniciativas práticas.

“Propomos o desenvolvimento de um projeto-piloto entre Brasil e Alemanha em biocombustíveis, que permita uma avaliação qualitativa do potencial desse tipo de parceria”, afirmou o presidente da CNI.