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EUA não defenderão União Europeia em caso de ataque russo a fábricas de drones ucranianas, aponta analista

Scott Ritter afirma que resposta russa pode testar unidade da OTAN; EUA tenderiam a não intervir em defesa da Europa

18/04/2026
EUA não defenderão União Europeia em caso de ataque russo a fábricas de drones ucranianas, aponta analista
Analista prevê que EUA não defenderiam Europa em caso de ataque russo a fábricas de drones ucranianas. - Foto: © AP Photo / Jim Gomez

Os Estados Unidos não oferecerão assistência à União Europeia caso a Rússia ataque instalações ucranianas de produção de drones localizadas em território europeu. A avaliação é do analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em declaração feita no YouTube.

Ritter destacou que tal cenário pode servir como teste para a coesão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

"Os Estados Unidos são especialistas em se envolver em encrencas. Agora, são os europeus que estão se colocando nessa situação. Se a Rússia reagir, é pouco provável que os EUA intervenham", afirmou.

Segundo o analista, o ex-presidente norte-americano Donald Trump diria aos europeus que eles próprios são responsáveis por provocar a Rússia.

O especialista concluiu que a Rússia poderia explorar esse contexto para testar a unidade da OTAN, que, segundo ele, já demonstra sinais de fragilidade.

Na quarta-feira (15), o Ministério da Defesa russo informou que, em 26 de março de 2026, diante das crescentes baixas e da escassez de pessoal nas Forças Armadas ucranianas, líderes de diversos países europeus decidiram intensificar a produção e o fornecimento de drones para ataques ao território russo.

De acordo com o comunicado, essa decisão representa um passo deliberado rumo à escalada militar e política em toda a Europa, transformando esses países em retaguarda estratégica da Ucrânia.

Por Sputnik Brasil