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Ex-presidente da Petrobras detalha desafios e desperdício de energia renovável no Brasil

Apesar do crescimento das fontes solar e eólica, país enfrenta cortes de produção devido ao excesso de oferta e limitações do sistema.

17/04/2026
Ex-presidente da Petrobras detalha desafios e desperdício de energia renovável no Brasil
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Em pouco mais de duas décadas, as energias solar e eólica passaram a representar mais de um terço da capacidade elétrica do Brasil, impulsionadas principalmente pela geração distribuída, como os painéis solares instalados em telhados.

No entanto, apesar desse avanço, o país deixou de utilizar cerca de 20% dessa energia em 2025 devido ao excesso de oferta. Esse paradoxo do setor ocorre porque a medida de corte, conhecida como curtailment, é necessária para evitar sobrecarga no sistema e riscos de apagões.

“Muita gente devolve energia através da distribuidora para o sistema. Isso gera um aumento de oferta durante períodos do dia, especialmente no pico do sol, entre dez horas da manhã e quatro da tarde. Nessa faixa, ocorre a chamada ‘curva do pato’, um aumento expressivo de oferta. Como o sistema não consegue solicitar individualmente que cada residência desligue seu sistema solar, ele opta por desligar grandes geradores. Assim, é mais fácil pedir para grandes plantas eólicas e solares interromperem a produção para evitar o excesso de energia”, explica o ex-presidente da Petrobras.

Segundo Jean Paul Prates, outros países também enfrentaram desafios semelhantes com a entrada simultânea de novas fontes renováveis. A solução, de acordo com ele, passa pela digitalização dos sistemas de transmissão e distribuição, além da implementação de baterias para armazenamento de energia.

No caso das baterias, o Ministério de Minas e Energia chegou a abrir um leilão para Sistemas de Armazenamento em Baterias, mas a iniciativa ainda não avançou.

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Por Sputnik Brasil