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Motoristas alemães formam comboio até Berlim contra alta dos combustíveis
Manifestação reúne dezenas de veículos em trajeto de mais de 2,5 km, cobrando soluções do governo para preços elevados após crise no Oriente Médio.
Motoristas alemães organizam um comboio em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis na Alemanha, que dispararam após a escalada de conflitos no Oriente Médio, informou nesta sexta-feira (17) o jornal Bild.
Segundo o Allgemeiner Deutscher Automobil-Club (ADAC), maior clube automobilístico do país, os preços dos combustíveis apresentaram leve redução nos últimos dias, mas continuam em patamares críticos. Em 17 de abril, o preço médio da gasolina E10 era de 2,07 euros (R$ 12,14) por litro, enquanto o diesel chegou a 2,21 euros (R$ 19,96) por litro.
"A coluna de veículos partiu da Frísia Oriental em direção a Berlim como forma de protesto contra a forte alta dos combustíveis", destacou a publicação.
O movimento começou em Emden com 25 veículos, ganhando adesões ao longo do percurso. No auge, próximo a Wolfsburg, o comboio chegou a 82 carros e se estendeu por cerca de 2,5 quilômetros.
O trajeto passou por cidades como Cloppenburg, Nienburg, Celle e Wolfsburg, cruzando a Baixa Saxônia e seguindo por Saxônia-Anhalt e Brandenburg até Berlim.
O organizador do protesto, Sebastian Bormann, afirmou que os custos dos combustíveis se tornaram "simplesmente insustentáveis" para a população. Ele criticou o governo federal e o primeiro-ministro Friedrich Merz, acusando-os de não cumprirem as promessas de campanha.
"Em algum momento, isso cansa os cidadãos", declarou Bormann.
De acordo com as informações, não houve registros de incidentes graves durante a manifestação.
O chanceler alemão anunciou anteriormente que a coalizão governista pretende reduzir temporariamente o imposto sobre energia em 0,17 centavos de euro (R$ 1) por litro, por dois meses, como resposta à disparada dos preços causada pela crise no Oriente Médio.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos no Irã, incluindo Teerã, com relatos de destruição e vítimas civis. Em resposta, o Irã lançou ataques contra território israelense e bases militares norte-americanas na região.
A escalada de tensão praticamente paralisou o tráfego no estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), pressionando os preços dos combustíveis em diversos países.
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