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Durigan afirma que medidas sobre combustíveis podem ser revistas conforme evolução da guerra no Oriente Médio

Ministro da Fazenda destaca que desoneração de tributos sobre combustíveis dependerá do cenário internacional e acompanha de perto o impacto do conflito.

17/04/2026
Durigan afirma que medidas sobre combustíveis podem ser revistas conforme evolução da guerra no Oriente Médio
Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (17) que as medidas adotadas pelo governo para conter o aumento dos preços dos combustíveis poderão ser reavaliadas conforme o desenrolar da guerra no Oriente Médio, responsável pela recente alta do petróleo no mercado internacional.

Em entrevista coletiva em Washington, durante as reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), Durigan ressaltou que um eventual acordo "crível" entre Estados Unidos e Irã poderia eliminar a necessidade de manter o suporte fiscal atualmente em vigor.

"Se temos um acordo que se torna crível, eventualmente, no fim de maio, não precisamos prosseguir com essa desoneração de PIS/Cofins no diesel", exemplificou o ministro, acrescentando que o governo está sendo "cuidadoso" ao avaliar a necessidade dessas ações até o fim de maio.

Durigan lembrou que o governo já anunciou uma série de subsídios para diesel, gás de cozinha e querosene de aviação, além de iniciativas para assegurar preços mínimos no frete rodoviário. Segundo ele, não há novas medidas em estudo no momento, mas outras ações poderão ser adotadas, se necessário.

"Se for preciso avançar em algumas frentes, eu não vou ter problema em avançar, dado o meu arcabouço e o que eu deixei encaminhado aqui. O meu arcabouço, eu digo as medidas que podemos adotar, garantindo neutralidade fiscal, aprovando as regras no Congresso", afirmou.

O ministro destacou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é evitar que a população arque com os custos da guerra. Ele também anunciou que a Fazenda manterá contato semanal com o FMI e o Banco Mundial para discutir as medidas adotadas no controle dos preços dos combustíveis.

'Taxa das blusinhas'

Durigan também informou que não está tratando de possíveis mudanças no imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50, conhecido como "taxa das blusinhas".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou publicamente considerar a medida "desnecessária". Por outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a cobrança na última quinta-feira (16).