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Astronautas da Artemis II usam tecnologia da USP para monitorar sono em missão histórica

Equipamento desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades permite registrar padrões de sono e exposição à luz no espaço

17/04/2026
Astronautas da Artemis II usam tecnologia da USP para monitorar sono em missão histórica
- Foto: NASA via AP

A tripulação da missão Artemis II, da Nasa, utilizou um dispositivo inovador desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) para monitorar o sono durante toda a jornada espacial. O equipamento, conhecido como actígrafo, foi criado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e permite o registro contínuo de padrões de sono, atividade física e exposição à luz.

O projeto foi coordenado pelo professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono. Usado no pulso, o actígrafo monitora variáveis como movimento corporal, intensidade e composição luminosa do ambiente, incluindo a luz azul, fundamental para a regulação do ciclo sono-vigília.

“O reconhecimento internacional da tecnologia ganhou destaque com sua aplicação em pesquisas vinculadas ao programa Artemis, da NASA, que busca ampliar a presença humana no espaço. Em ambientes extremos como o espacial, compreender os ritmos circadianos é essencial para garantir a saúde, o desempenho e a segurança dos astronautas”, destacou a USP em nota.

Além de seu uso em missões espaciais, as informações coletadas pelo dispositivo contribuem para estudos sobre distúrbios do sono e podem embasar a formulação de políticas públicas na área da saúde.

O desenvolvimento do actígrafo teve início em pesquisas na EACH/USP, com apoio do Programa PIPE da FAPESP, voltado à inovação em pequenas empresas. Com o avanço dos estudos, o equipamento foi aprimorado e chegou à fase de produção pela empresa Condor Instruments.

A Artemis II realizou um sobrevoo histórico na Lua, com os quatro astronautas viajando mais longe da Terra do que qualquer ser humano anteriormente — superando o recorde da Apollo 13, de 1970. A nave atingiu a marca de 406.771 km de distância da Terra, ultrapassando o antigo recorde de 400.171 km.

Durante a missão, também foram registrados avanços tecnológicos inéditos, como a transmissão de imagens, vídeos e dados científicos por meio do Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis II (O2O), que utilizou tecnologia a laser.