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Bancos centrais podem rever cortes de juros devido a tensões internacionais, diz Durigan

Ministro da Fazenda destaca liderança do Brasil em debates sobre respostas à crise e comenta negociações com a Venezuela durante reuniões do FMI e Banco Mundial.

17/04/2026
Bancos centrais podem rever cortes de juros devido a tensões internacionais, diz Durigan
- Foto: reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que bancos centrais ao redor do mundo podem ser forçados a reconsiderar os planos de corte de juros diante dos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã. Segundo Durigan, o Brasil teve papel de destaque ao liderar discussões sobre respostas temporárias e focadas ao conflito nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizadas nesta semana em Washington, EUA.

“O Brasil está em boa posição comparado com países da Ásia e África”, afirmou Durigan em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17).

O ministro ressaltou a importância de abordar não apenas as consequências da guerra com o Irã, mas também temas estruturais nas agendas globais.

Entre os assuntos destacados, Durigan mencionou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). “Tivemos boas sinalizações sobre a importância do TFFF de países como Espanha, China e outros”, comentou.

Venezuela em pauta

Durigan também enfatizou a relevância da retomada das negociações entre o FMI e o Banco Mundial com a Venezuela, ressaltando que a expectativa é “grande”.

“Para a América Latina e o Caribe, é importante que a Venezuela vire a página, se desenvolva, recupere seu assento e volte a dialogar, seja com os bancos de Bretton Woods, seja com outros, como o CAF e o BID”, afirmou o ministro. “A expectativa é grande para que a Venezuela possa retomar o caminho do desenvolvimento”, acrescentou.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, anunciou na quinta-feira (16) que o organismo internacional está agora negociando com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez.

A Venezuela é membro do Fundo desde dezembro de 1946, mas as conversas foram suspensas em março de 2019 devido a questões de reconhecimento governamental, segundo o FMI.