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Apostas esportivas online atraem mais homens, bolsonaristas e pessoas com renda intermediária
Pesquisa Genial/Quaest aponta perfil dos brasileiros que apostam em bets, destacando diferenças por gênero, renda, religião e posicionamento político.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 17, revela que 29% dos brasileiros têm o hábito de realizar apostas esportivas pela internet, conhecidas como bets. Por outro lado, a maioria (71%) afirma não ter o costume de apostar.
O levantamento analisou a prática dos jogos online em diferentes segmentos, incluindo região do país, gênero, religião, renda e posicionamento político.
No recorte religioso, 34% dos católicos afirmam apostar, enquanto entre os evangélicos esse percentual é de 23%.
Considerando as convicções políticas, os eleitores que se identificam como "bolsonaristas" lideram o ranking de apostadores (33%), seguidos pelos "independentes" (31%). Entre os de "esquerda não lulista" e "lulista", os percentuais são de 27% e 26%, respectivamente. Já a "direita não bolsonarista" apresenta o menor índice, com 25%.
Quanto à renda familiar, a faixa de 2 a 5 salários mínimos concentra a maior proporção de apostadores habituais (32%). Entre os que recebem até 2 salários mínimos, o percentual é de 24%, e entre os que têm renda superior a 5 salários mínimos, 26%.
Na análise regional, o Sul se destaca com o maior percentual de apostadores habituais (37%), seguido pelo Sudeste (29%), Centro-Oeste/Norte (27%) e Nordeste (25%).
A pesquisa também evidencia diferença significativa entre gêneros: 33% dos homens têm o hábito de apostar, contra 21% das mulheres.
Em relação à faixa etária, os dados mostram distribuição relativamente equilibrada. Tanto no grupo de 35 a 59 anos quanto no de 60 anos ou mais, 30% dos entrevistados mantêm o hábito de apostar. Entre os jovens de 16 a 34 anos, o percentual é de 27%.
O nível de escolaridade também influencia o comportamento dos apostadores. Pessoas com ensino médio são as mais assíduas, com 31% declarando apostar. Entre aqueles com ensino fundamental, o índice é de 24%, e entre os que possuem ensino superior, 28%.
O estudo ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas presencialmente em domicílios.
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