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Vendas de materiais de construção crescem após nove meses de retração

Setor registra alta de 1,6% em março, mas ainda acumula queda no ano; Abramat mantém projeção cautelosa para 2026

17/04/2026
Vendas de materiais de construção crescem após nove meses de retração
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As vendas de materiais de construção no Brasil voltaram a crescer em março, após nove meses consecutivos de retração. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 17, pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o setor registrou alta de 1,6% em relação a março do ano passado e de 3,1% na comparação com fevereiro. Os números já estão deflacionados.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas vendas de materiais básicos, que avançaram 2,5% na comparação anual, enquanto os materiais de acabamento tiveram alta de apenas 0,2%.

Apesar da recuperação em março, o setor ainda acumula retração de 3,3% no período de 12 meses encerrado em março.

Para a Abramat, o resultado representa uma recomposição parcial da atividade, sem indicar ainda uma tendência consolidada de crescimento.

“O resultado de março mostra uma recuperação pontual, após uma sequência de quedas, mas ainda não reflete os desdobramentos do cenário internacional. A escalada do conflito no Oriente Médio tende a pressionar custos de insumos relevantes, como aço e cimento, o que pode impactar a atividade da construção e o desempenho da indústria nas próximas leituras”, afirma Paulo Engler, presidente da Abramat.

Engler alerta ainda que esse cenário pode influenciar o ambiente macroeconômico doméstico. “Esse contexto pode contribuir para a manutenção de uma taxa de juros elevada por mais tempo, o que afeta o crédito e a dinâmica do setor. Por isso, seguimos com uma visão de cautela, apesar da projeção de crescimento moderado para o ano”, completa.

Por ora, a Abramat mantém a projeção de crescimento de 1,9% no faturamento do setor para 2026, sustentada pela expectativa de redução gradual das taxas de juros e continuidade dos programas habitacionais.