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Sinmed/AL denuncia superlotação e risco sanitário na Maternidade Santa Mônica

Imagens revelam pacientes com doenças infectocontagiosas sem isolamento adequado; Sindicato cobra providências imediatas das autoridades

Redação 17/04/2026
Sinmed/AL denuncia superlotação e risco sanitário na Maternidade Santa Mônica
- Foto: Uncisal

A crise na rede pública de saúde de Alagoas ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (17). O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) formalizou uma denúncia grave sobre as condições de atendimento na Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), em Maceió. O alerta surge após a repercussão de imagens nas redes sociais que mostram unidades de saúde operando muito além da capacidade instalada.

Segundo a presidente do Sinmed/AL, Silvia Melo, o problema é crônico e tem se manifestado de forma severa já nas primeiras horas do dia.

"Hoje, 17 de abril de 2026, amanhecemos mais um dia na Santa Mônica nesta situação de superlotação. Até quando aguentaremos?", desabafou a representante da categoria.

Risco de contaminação

O ponto mais crítico da denúncia diz respeito à segurança biológica da unidade. De acordo com o sindicato, a falta de espaço físico obrigou a permanência de pacientes com suspeitas de tuberculose e Covid-19 em áreas comuns, sem o devido isolamento.

A entidade alerta que a mistura de quadros infectocontagiosos com o fluxo regular da maternidade:

Aumenta exponencialmente o risco de contágio entre pacientes e acompanhantes;

Compromete a segurança de recém-nascidos e gestantes de alto risco;

Expõe profissionais de saúde a condições insalubres de trabalho.

Cobrança por soluções

Diante do cenário de precariedade, o Sinmed/AL exige que as autoridades estaduais de saúde tomem medidas emergenciais. A pauta inclui a necessidade de um plano de contingência para reduzir o fluxo de pacientes na unidade e a reestruturação das alas de isolamento para garantir o cumprimento dos protocolos sanitários vigentes.

Até o fechamento desta reportagem, a direção da Maternidade Escola Santa Mônica não havia se pronunciado oficialmente sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato.