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Bolsas europeias fecham em alta após reabertura do Estreito de Ormuz

Ações sobem com expectativa de trégua mais ampla no Oriente Médio; queda do petróleo impacta setor energético

17/04/2026
Bolsas europeias fecham em alta após reabertura do Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz, no Oriente Médio - Foto: © ANSA/AFP

As bolsas da Europa encerraram a sessão desta sexta-feira, 17, majoritariamente em alta, impulsionadas pela reabertura do Estreito de Ormuz. O anúncio, feito pelo Irã diante do cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, alimentou esperanças de uma trégua mais ampla no Oriente Médio. Apesar do avanço, ainda persistem incertezas sobre um acordo duradouro antes do término do cessar-fogo, previsto para a próxima semana.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,73%, fechando aos 10.667,63 pontos. O DAX, em Frankfurt, avançou 2,25%, a 24.698,94 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,97%, fechando em 8.425,13 pontos. O FTSE MIB, de Milão, registrou alta de 1,75%, a 48.869,43 pontos. Já o Ibex 35, em Madri, teve elevação de 2,01%, a 18.453,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,51%, para 9.185,28 pontos. Os números são preliminares.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a importante rota marítima está “completamente aberta” para navios comerciais durante o período restante do cessar-fogo vigente entre Beirute e Tel-Aviv, estabelecido na quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Teerã concordou em “nunca mais” fechar o estreito e aceitou interromper o enriquecimento de urânio, ponto central do programa nuclear iraniano.

Essas sinalizações reduziram as preocupações geopolíticas e provocaram uma queda de mais de 12% no preço do petróleo, pressionando ações de petrolíferas e empresas do setor energético. A TotalEnergies recuou cerca de 5%, enquanto BP e Shell registraram baixas de 7,5% e 5,48%, respectivamente. Em contrapartida, ações de companhias aéreas dispararam diante da perspectiva de alívio nos custos de abastecimento. A Lufthansa avançou 6%, a Air France-KLM subiu 7,51% e a EasyJet fechou em alta de 6,9%.

Apesar do otimismo, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou que, no curto prazo, o choque energético causado pela crise no Oriente Médio deve pressionar os preços, enquanto, no médio prazo, os efeitos dependerão da intensidade e duração do conflito. O economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, também destacou a importância de monitorar como o impacto nos preços de energia pode se refletir na economia britânica.

Os investidores seguem atentos à situação política no Reino Unido, após o primeiro-ministro Keir Starmer recusar renúncia diante de pressões da oposição relacionadas à nomeação do ex-embaixador nos EUA, Peter Mandelson.