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Cresce número de brasileiros que vivem sozinhos, revela IBGE

Pesquisa do IBGE aponta aumento de domicílios unipessoais, impulsionado pelo envelhecimento da população e mudanças de comportamento.

17/04/2026
Cresce número de brasileiros que vivem sozinhos, revela IBGE
Cresce número de brasileiros que vivem sozinhos, revela IBGE - Foto: Reprodução

O número de brasileiros que vivem sozinhos segue em crescimento, conforme revelado na edição mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os dados, em 2025, 19,7% das unidades domésticas do país eram unipessoais , ou seja, compostas por apenas um morador. O percentual representa um aumento de 7,5 pontos percentuais (8,2 milhões de domicílios a mais) em relação a 2012, quando o índice era de 12,2%. Ainda assim, a maioria da população (80,9%) reside com pelo menos um parceiro ou parente.

De acordo com analistas do IBGE, o interesse está relacionado principalmente ao envelhecimento da população, mas também às transformações comportamentais, que levam mais mulheres a optarem por viver sozinhas.

Na análise por sexo, os dados mostram que, em 2025, as mulheres representavam 45,1% das pessoas que moravam sozinhas, enquanto os homens correspondiam a 54,9%. A maior parcela dos que vivem sós está na faixa etária dos 30 aos 59 anos, seguida pelos idosos com 60 anos ou mais, que somam 40% desse grupo.

“Em boa parte dos domicílios unipessoais vivem pessoas com mais de 60 anos. Nesta fase, os filhos já saíram de casa e muitos viúvos”, analisa o pesquisador do IBGE William Kratochwill. "Não por acaso, nos estados onde há mais idosos, como o Rio de Janeiro, essa percentagem é maior."

Há diferenças relevantes entre homens e mulheres: 56,4% dos homens em domicílios unipessoais tinham de 30 a 59 anos; entre as mulheres, a maioria (55%) estava na faixa dos 60 anos ou mais.

“Isso ocorre porque até os 59 anos há muito mais homens morando sozinhos: eles viajam, mudam de emprego, se separam e vão morar sozinhos”, explica o demógrafo e economista José Eustáquio Alves Diniz. "Já entre a população com mais de 60 anos, a maioria é de mulheres vivendo sozinhas. As mulheres costumam se casar mais cedo e vivem, em média, sete anos a mais do que os homens."