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Aumenta o número de pessoas que se autodeclaram pretas no Brasil; entenda

Pesquisa do IBGE revela crescimento na autodeclaração de pretos e redução de brancos no país entre 2012 e 2023.

17/04/2026
Aumenta o número de pessoas que se autodeclaram pretas no Brasil; entenda
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A população brasileira tem sido identificada cada vez mais como negra (pretos ou pardos), o que vem diminuindo gradualmente a porcentagem de brancos no país. É o que aponta a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua sobre domicílios e moradores, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre 2012 e 2023, o percentual de pessoas que se declararam pretas aumentou de 7,4% para 10,4% . Especialistas atribuem esse crescimento à maior conscientização racial e à miscigenação característica do Brasil. Já a proporção de pessoas que se autodeclararam pardas teve variações discretas, passando de 45,5% para 45,8% no mesmo período. Com isso, a maioria da população brasileira (55,5%) se reconhece como negra (pretos e pardos).

"As pessoas estão cada vez mais se identificando como pardas e pretas, assumindo mais essa questão da raça. Acho que esse é um dos fatores para esse aumento", explica o pesquisador do IBGE William Araújo Kratochwill, responsável pela apresentação do estudo. “Outro fator é o fato da população brasileira ser altamente miscigenada; a tendência é termos cada vez mais misturada.”

Em contrapartida, a parcela de brasileiros que se declaram brancos caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2023, uma redução de 3,8 pontos percentuais. Essa queda foi mais acentuada na primeira metade da série histórica, entre 2012 e 2017, e desacelerou nos anos seguintes.

No Sudeste, pela primeira vez, menos da metade da população se declarou branca (49,8%), representando uma queda de 5,6 pontos percentuais em relação a 2012. No Sul, embora os brancos ainda sejam maioria (72,3%), houve redução significativa em comparação com 2012, quando representavam 78,8% da população regional.