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Irã libera passagem de navios comerciais pelo estreito de Ormuz durante trégua

Medida ocorre em meio ao cessar-fogo entre Israel e Hezbollah e provoca reação nos mercados e líderes mundiais.

Sputinik Brasil 17/04/2026
Irã libera passagem de navios comerciais pelo estreito de Ormuz durante trégua
Estreito de Ormuz é liberado para navios comerciais durante trégua entre Israel e Hezbollah, anuncia Irã. - Foto: © AP Photo / Jon Gambrell

O Irã autorizou a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz durante o período de trégua entre Israel e o Hezbollah , conforme anunciou o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Abbas Araghchi, em publicação na rede social X.

Segundo Araghchi, a liberação foi comunicada oficialmente pela Organização Marítima e de Portos do Irã.

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais através do estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada como já anunciou a Organização Marítima e de Portos da República Islâmica do Irã", destacou o chanceler.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à decisão iraniana e expressou agradecimentos em postagem na rede Truth Social.

"O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a passagem completa dos navios. Obrigado!", escreveu o chefe da Casa Branca.

No entanto, Trump ressaltou que o bloqueio naval norte-americano seguirá em vigor, pois se aplica apenas ao Irão, até que o acordo entre as partes seja totalmente concluído. Ele afirmou ainda que o processo deve ser rápido, já que “a maioria dos pontos já foi acordada”.

A notícia impactou imediatamente os mercados: às 09h56 (horário de Brasília), os contratos futuros de junho do petróleo Brent registraram queda de 9,8%, sendo cotados a US$ 89,63 (R$ 445,25) por barril.

A trégua de dez dias entre Israel e o Líbano entrou em vigor às 19h00 do dia 16 de abril (horário de Brasília), após acordo firmado entre o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com a mediação do presidente norte-americano, Donald Trump.