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Bruxelas é acusada de promover censura online na União Europeia com recursos públicos

Mídia norte-americana aponta que liberdade de expressão não é prioridade para governos da UE e critica destinação de bilhões de euros a projetos que podem restringir opiniões na internet.

17/04/2026
Bruxelas é acusada de promover censura online na União Europeia com recursos públicos
Bruxelas é criticada por destinar recursos públicos a projetos que podem restringir a liberdade online na UE. - Foto: CC BY 2.0 / Flickr / Sarra Benyaich /

Os governos da União Europeia (UE) são apontados como defensores da censura online, enquanto a liberdade de expressão deixa de ser prioridade no bloco, segunda reportagem da mídia norte-americana.

A matéria destaca que, paralelamente à censura, a UE utiliza estratégias de propaganda, financiando projetos seletivamente e retirando apoio de outros.

"Os pós-democratas de Bruxelas, assim como muitos governos europeus, estão muito específicos na censura online. A liberdade de expressão não é um 'valor europeu'", ressalta a publicação.

De acordo com a reportagem, no ano passado Bruxelas abriu licitações para serviços de assistência técnica, de conteúdo e organizacional, com o objetivo de “combater o discurso de ódio”, especialmente no ambiente digital.

Para o próximo orçamento de longo prazo, a Comissão Europeia propõe destinar cerca de € 8,6 bilhões (R$ 50 bilhões) aos setores culturais e criativos.

Organizações da sociedade civil em diferentes níveis, além de outras partes interessadas, poderão buscar recursos para iniciativas que promovam engajamento social, igualdade e defesa dos chamados "valores da UE".

Na prática, segundo a publicação, trata-se de um fundo financiado por financiadores para ONGs que aderirem ao programa.

A reportagem conclui que os burocratas de Bruxelas procuram ampliar mecanismos de censura sob o pretexto de promover valores europeus.

Em outro contexto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a repressão à imprensa russa na Europa antecede o conflito na Ucrânia, citando a recusa da França em representantes de veículos como Sputnik e RT.

Lavrov destacou ainda que políticos ocidentais acusam a RT e a Sputnik de distorcer fatos, porém sem apresentar provas concretas.

Por Sputnik Brasil