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Guerra de facções e "fronteiras invisíveis" motivam atentado em praça na Ponta Grossa

Criminosos em um veículo efetuaram disparos contra dois jovens durante atividade de dança; Polícia Civil investiga dívidas com o tráfico e restrições territoriais

Redação 17/04/2026
Guerra de facções e 'fronteiras invisíveis' motivam atentado em praça na Ponta Grossa
- Foto: Reprodução

A violência imposta por divisões territoriais do crime organizado é a principal linha de investigação da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) para um atentado ocorrido na noite desta quinta-feira (16). O crime aconteceu na Praça de Santa Tereza, no bairro da Ponta Grossa, e deixou dois jovens, de 19 e 25 anos, gravemente feridos.

De acordo com a Unidade de Atendimento ao Local do Crime (UALC1), o ataque ocorreu por volta das 20h30, enquanto as vítimas participavam de um grupo de dança. Testemunhas relataram que suspeitos armados se aproximaram em um carro e abriram fogo contra os rapazes antes de fugirem do local.

As motivações do crime

As investigações preliminares apontam que o atentado não foi aleatório. Uma das vítimas estaria sob "proibição" de circular em determinadas áreas do bairro, uma regra interna estabelecida por facções que disputam o controle da região. Além do desrespeito à fronteira imposta, a polícia apura o histórico de um dos jovens:

Dívidas passadas: Há relatos de que uma das vítimas possuía débitos com o tráfico de drogas, que teriam sido quitados por familiares anteriormente.

Envolvimento local: A PC/AL verifica se os alvos possuíam ligações ativas com o comércio ilegal de entorpecentes na zona sul da capital.

Socorro e investigação

As vítimas foram atendidas no local por equipes do Samu e levadas ao Hospital Geral do Estado (HGE). Até o fechamento desta edição, o boletim médico com o estado de saúde dos jovens não havia sido divulgado pela unidade hospitalar.

A Polícia Civil segue realizando diligências para identificar o veículo utilizado e os autores dos disparos. As autoridades reforçam que a colaboração da população é fundamental e garantem o sigilo absoluto para quem utilizar o Disque Denúncia (181).