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Starmer recusa renúncia após polêmica com nomeação de Mandelson no Reino Unido

Primeiro-ministro britânico afirma que não foi informado sobre falha em verificação de segurança de Mandelson para embaixada em Washington. Oposição pressiona por explicações.

17/04/2026
Starmer recusa renúncia após polêmica com nomeação de Mandelson no Reino Unido
- Foto: Scott Heppell/PA via AP

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrentou forte pressão política após a revelação de que Peter Mandelson foi nomeado embaixador britânico em Washington mesmo sem ter sido aprovado nas verificações de segurança oficiais.

Starmer declarou nesta sexta-feira, 17, que não foi informado de que o Ministério das Relações Exteriores havia ignorado a recomendação dos oficiais de segurança, feita no início de 2025, para não o cargo a Mandelson. A escolha foi considerada arriscada devido à amizade anterior de Mandelson com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O alto funcionário da pasta, Olly Robbins, assumiu a responsabilidade pela decisão e renunciou na noite de quinta-feira, 16.

“Estou absolutamente furioso por ter sido desligado no escuro”, afirmou Starmer, classificando a situação como “surpreendente” e “imperdoável”. O primeiro-ministro prometeu apresentar “todos os fatos relevantes com verdadeira transparência” ao Parlamento na próxima segunda-feira, 20.

No entanto, a sinalização de transparência não deve encerrar a crise em torno da nomeação de Mandelson, veterano do Partido Trabalhista e especialista em comércio, para o posto de enviado juntamente com o governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

Parlamentares da oposição expressaram descrença quanto à alegação de que Starmer desconhecia a reprovação de Mandelson na verificação de segurança. Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, classificou como “completamente absurdas” as alegações de desconhecimento do premiê. Ed Davey, líder dos Liberais Democratas, afirmou que Starmer “deve sair” caso tenha enganado o Parlamento e o público britânico.

O gabinete de Starmer reiterou que o primeiro só tomou conhecimento dos fatos nesta semana. O secretário-chefe do primeiro-ministro, Darren Jones, explicou que “a recomendação era não nomear Peter Mandelson para a carga” e que o Ministério das Relações Exteriores ignorou a orientação, sem informar nenhum ministro sobre a avaliação de segurança.

Jones detalhou que as verificações, conduzidas pelo UK Security Vetting, analisam informações financeiras, pessoais, sexuais, religiosas e outros antecedentes, sendo mantidas em sigilo em um portal de acesso restrito.

Fonte: Associated Press. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.