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Ameaças dos EUA contra Cuba podem ser distração diante de crise após conflito com Irã, avalia mídia
Portal aponta que ações dos EUA em relação a Cuba serviriam para desviar foco da crise no Oriente Médio após guerra com o Irã.
As ameaças recentes dos Estados Unidos contra Cuba podem representar uma estratégia para desviar a atenção da crise gerada pela administração do presidente Donald Trump após o conflito com o Irã. A análise foi publicada nesta quinta-feira (16) pelo portal Responsible Statecraft.
"À medida que o progresso diplomático entre Irã e Estados Unidos parece ter estagnado, as ameaças renovadas de ação militar contra uma pequena ilha próxima ao território americano poderiam servir como um útil desvio para uma administração que acabou se envolvendo em um atoleiro no Oriente Médio", afirma a publicação.
O texto ressalta que ainda não está clara a estratégia de longo prazo do governo norte-americano em relação a Cuba. Anteriormente, veículos de imprensa locais informaram que o Pentágono iniciou preparativos sigilosos para uma possível operação militar na ilha, caso a Casa Branca autorize a ação.
Na última semana, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que Cuba está disposta a dialogar sobre qualquer tema com os Estados Unidos, desde que não haja exigência de mudanças no sistema político de Havana.
"Estamos interessados em dialogar e discutir qualquer tema sem qualquer condição, sem exigir mudanças em nosso sistema político, assim como não exigimos mudanças no sistema norte-americano", afirmou Díaz-Canel em entrevista à emissora NBC.
O presidente cubano também acusou Washington de manter uma postura hostil em relação a Havana e afirmou que os EUA não têm autoridade moral para criticar as condições na ilha, já que as políticas norte-americanas seriam as principais responsáveis por elas.
Bloqueio energético contra Cuba amplia pressão
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando tarifas sobre as importações de países fornecedores de petróleo para Cuba e declarou estado de emergência devido a uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.
O governo cubano alega que os EUA utilizam o bloqueio energético para sufocar a economia e tornar as condições de vida insuportáveis para a população cubana.
Desde então, países parceiros como Rússia, China, Brasil e Colômbia enviaram ajuda humanitária à ilha, incluindo petróleo russo, alimentos, medicamentos, utensílios domésticos, produtos de higiene, painéis solares e outros insumos essenciais para o funcionamento de hospitais e serviços básicos.
Por Sputnik Brasil
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