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Instagram remove perfis de MC Ryan e influenciadores presos pela Polícia Federal
Cantor e outros investigados na Operação Narco Fluxo tiveram contas excluídas após prisão por suspeita de lavagem de dinheiro.
O Instagram removeu os perfis do cantor MC Ryan, de seu empresário Chrys Dias e da esposa dele, Débora Paixão, após a prisão dos três pela Polícia Federal durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada na quarta-feira, 15, contra um esquema de lavagem de dinheiro.
Ao buscar os perfis dos investigados, usuários se deparam com a mensagem: "Esta página não está disponível. O link em que você clicou pode não estar funcionando, ou a página pode ter sido removida". A Meta, empresa responsável pelo Instagram, informou que não irá comentar o caso.
MC Ryan, nome artístico de Ryan Santana dos Santos, acumulava 15,6 milhões de seguidores na rede social e foi preso temporariamente. Conforme apuração do Estadão, ele é suspeito de liderar uma engrenagem criminosa de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado e ao tráfico de drogas, utilizando apostas esportivas (bets), rifas ilegais e empresas do ramo musical e de entretenimento.
Segundo a Polícia Federal, o esquema teria movimentado R$ 1,6 bilhão para o crime organizado. O funkeiro também teria estruturado "empresas prateleiras" e firmado contratos com a fintech Cartos Sociedade de Crédito, especializada em pagamentos instantâneos, para facilitar o esquema.
A defesa de MC Ryan declarou que todos os valores movimentados em suas contas "possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos".
A Cartos é alvo da Operação Compliance Zero, que envolve o Banco Master, e da Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no INSS que prejudicaram aposentados e pensionistas. O Estadão solicitou um posicionamento da Cartos sobre as investigações da Polícia Federal, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Relatório da Polícia Federal aponta que a CPI das Bets solicitou a quebra do sigilo bancário da fintech. Para os investigadores, a medida foi motivada por indícios de "utilização de infraestrutura bancária para lavagem de dinheiro oriundo de jogos de azar e sua associação com organizações criminosas e influenciadores digitais".
Chrys Dias, também apontado como integrante do esquema, tinha 15 milhões de seguidores no Instagram, número impulsionado por sua amizade com MC Ryan e postagens com celebridades como o cantor Oruam e o influenciador Gordão da XJ.
Débora Paixão, esposa de Chrys e também investigada, contava com 10,2 milhões de seguidores e preparava o lançamento da marca de cosméticos Giord. As defesas de Chrys Dias e Débora Paixão não foram localizadas.
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