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Petróleo sobe com incertezas sobre fim da guerra entre EUA e Irã

Ceticismo sobre negociações e possível prorrogação de cessar-fogo elevam preços do barril no mercado internacional

16/04/2026
Petróleo sobe com incertezas sobre fim da guerra entre EUA e Irã
Petróleo - Foto: Reprodução

O petróleo encerrou o pregão desta quinta-feira, 16, em alta, refletindo a ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã e o aumento do ceticismo dos investidores diante das declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um possível fim próximo do conflito.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para maio registrou valorização de 3,72% (US$ 3,40), fechando a US$ 94,69. Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 4,7% (US$ 4,46), encerrando a sessão a US$ 99,39.

A alta foi intensificada após autoridades do Paquistão informarem que ainda não há data prevista para uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã. Trump, por sua vez, afirmou que representantes dos dois países poderiam se reunir no próximo final de semana, após o insucesso das tratativas anteriores no Paquistão. Segundo ele, os EUA mantêm uma "ótima relação com o Irã" e o país teria concordado com "quase tudo" que foi proposto.

Com o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã previsto para terça-feira, 21, líderes do Golfo Pérsico e da Europa avaliam que uma solução definitiva para o impasse pode levar cerca de seis meses. A trégua, segundo a Bloomberg, deve ser prorrogada para cobrir esse período. Em relação ao Líbano, Trump anunciou que líderes do país e de Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias.

De acordo com a Capital Economics, crescem as expectativas de que o cessar-fogo seja estendido, à medida que as negociações prosseguem. Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da Stonex, a alta do petróleo reflete o aumento do ceticismo do mercado quanto à possibilidade de um acordo rápido entre EUA e Irã, capaz de normalizar os fluxos pelo Estreito.

Enquanto isso, a escalada dos preços do petróleo devido à guerra continua pressionando os custos de energia. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que a Europa dispõe de "talvez umas seis semanas, mais ou menos, de combustível de aviação".

Na Venezuela, a espanhola Repsol anunciou um acordo com o governo e a estatal PDVSA para reassumir o controle operacional de ativos no país, abrindo caminho para o aumento da produção de petróleo.