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Ouro recua levemente diante de incertezas no Oriente Médio

Metal fecha em baixa, mas se mantém acima dos US$ 4.800, impulsionado por dólar enfraquecido e instabilidade geopolítica

15/04/2026
Ouro recua levemente diante de incertezas no Oriente Médio
Foto: © Sputnik / Ilya Naymushin / Acessar o banco de imagens

O ouro cerrou o pregão desta quarta-feira, 15, em leve queda, refletindo o ambiente de incertezas no cenário geopolítico internacional. Sinais contraditórios dos Estados Unidos quanto à extensão do cessar-fogo com o Irã influenciaram o mercado.

Apesar da retração, o metal precioso manteve-se acima da marca de US$ 4.800, sustentado por um dólar ainda enfraquecido.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para junho recuou 0,55%, fechando a US$ 4.823,6 por onça-troy.

No campo diplomático, negociações entre Estados Unidos e Irã seguem mediadas pelo Paquistão, mas o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não pretende estender o acordo de trégua no conflito.

Além disso, a instabilidade regional aumentou depois que Israel negou um suposto acordo de cessar-fogo com o Líbano, contrariando informações divulgadas pela imprensa local sobre a suspensão dos ataques entre os dois países.

De acordo com analistas do Saxo Bank, a recuperação sustentada do ouro depende de “novos desenvolvimentos construtivos no Oriente Médio”. O banco destaca ainda que “um dólar mais fraco tem apoiado a recuperação” do metal.

Paralelamente, dirigentes do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, comentaram sobre o impacto dos conflitos no Oriente Médio na economia americana. A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, ressaltou o efeito dos preços de energia sobre a inflação. Já Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, afirmou que o banco central enfrenta um “perigo duplo” para o controle inflacionário, em razão da guerra no Irã e das tarifas impostas por Donald Trump.

Com informações de Dow Jones Newswires