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Operação Narco Fluxo: dono da página 'Choquei' é apontado como operador de mídia do grupo investigado
Raphael Sousa Oliveira, administrador da 'Choquei', é suspeito de promover imagem e atuar em favor de grupo que teria movimentado R$ 1,6 bilhão em rifas e apostas ilegais ligadas ao PCC.
Raphael Sousa Oliveira , administrador da página 'Choquei', é suspeito de usar o perfil em rede social para gestão de imagem e promoção digital de um grupo investigado por movimentar R$ 1,6 bilhão em rifas e apostas ilegais patrocinadas pelo crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Polícia Federal (PF). Raphael foi preso temporariamente nesta quarta-feira (15), no âmbito da Operação Narco Fluxo .
O Estadão tenta contato com a defesa de Raphael, detido em Goiânia. O espaço segue aberto para manifestação.
Durante as investigações, a Polícia Federal afirmou ter reunido acusações suficientes para apontar o dono da 'Choquei' como operador de mídia da organização , recebendo valores elevados diretamente de MC Ryan SP, funkeiro considerado líder do esquema e também preso nesta manhã.
Em nota, a defesa de MC Ryan afirmou que “os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente”.
De acordo com a PF, Raphael era responsável por divulgar conteúdos desenvolvidos a MC Ryan, promover plataformas de apostas e rifas, além de atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às apurações policiais. O perfil 'Choquei' no Instagram soma 27 milhões de seguidores.
Segundo a investigação, o dono da ‘Choquei’ também teria recebido valores milionários de Tiago de Oliveira, operador financeiro de Ryan e apontou como seu braço direito, que também foi preso nesta quarta-feira.
José Ricardo dos Santos Junior, responsável pelas atividades de marketing e pela circulação financeira do grupo, também teria transferido altos valores para Raphael e foi detido pelos federais nesta manhã.
As investigações do Narco Fluxo identificaram um esquema que utilizava plataformas de apostas de cotas fixas, conhecidas como apostas , para lavar dinheiro de origem ilícita, inclusive recursos ligados ao tráfico internacional de drogas.
A apuração aponta ainda a existência de uma possível organização criminosa dedicada à entrega de grandes quantias, com uso de dinheiro em espécie, transferências bancárias e operações com criptografia, especialmente a moeda digital USDT (Tether), tanto no Brasil quanto no exterior.
Narco Fluxo
Cerca de 200 policiais federais cumpriram 90 mandatos judiciais expedidos pelo juiz da 5.ª Vara Federal em Santos, Roberto Lemos da Silva Júnior, em pedidos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Ao todo, o magistrado determinou a prisão de 39 investigados, sendo 31 mandados cumpridos nesta manhã. Outros três alvos já estavam no exterior.
O juiz federal também tentou medidas de bloqueio do patrimônio dos investigados, como sequestro de bens e restrições à atuação de empresas vinculadas ao grupo.
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