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Onze países pedem cessar-fogo imediato a EUA, Israel e Irã em defesa da estabilidade econômica

Ministros das Finanças alertam para impactos duradouros do conflito sobre crescimento, inflação e mercados globais.

15/04/2026
Onze países pedem cessar-fogo imediato a EUA, Israel e Irã em defesa da estabilidade econômica
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Ministros das Finanças de 11 países, liderados pelo Reino Unido, solicitaram nesta quarta-feira, 15, que Estados Unidos, Israel e Irã implementem de forma integral o cessar-fogo, destacando que o conflito continuará a afetar negativamente a economia global e os mercados, mesmo que seja resolvido em breve. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

O comunicado conjunto foi assinado por representantes da Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia, Nova Zelândia e Reino Unido, um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisar para baixo suas projeções de crescimento econômico global devido à guerra.

Segundo a Reuters, a declaração faz um apelo a “todas as partes” para que cumpram plenamente o cessar-fogo estabelecido no início deste mês, ressaltando que a guerra já provocou perdas de vidas consideradas inaceitáveis.

O texto alerta: “A retomada das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade da perturbação no Estreito de Ormuz representariam sérios riscos adicionais para a segurança energética global, as cadeias de abastecimento e a estabilidade econômica e financeira”.

Mesmo diante de uma eventual resolução duradoura do conflito, os ministros afirmam que “os impactos sobre o crescimento, a inflação e os mercados persistirão”, conforme comunicado divulgado pelo governo britânico durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

Ainda de acordo com a Reuters, os ministros reconheceram o aumento da dívida pública para auxiliar famílias e empresas durante a pandemia de covid-19 e o conflito na Ucrânia. Eles comprometeram-se a adotar responsabilidade fiscal em qualquer novo apoio destinado àqueles que mais necessitam.

O grupo também declarou: “Comprometemo-nos a evitar, e apelamos a todos os países para que evitem, ações protecionistas, incluindo controles de exportação injustificados, formação de estoques e outras barreiras comerciais nas cadeias de abastecimento de hidrocarbonetos e outras afetadas pela crise”.

A ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, reforçou seus apelos pelo fim do conflito, posição que Londres não apoiou militarmente. “Um cessar-fogo sustentado e evitar reações impulsivas são essenciais para limitar os custos para as famílias”, afirmou em declaração própria nesta quarta-feira.