Geral
Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, aponta Aneel
Tempo médio sem energia caiu 9,2% em relação ao ano anterior; compensações também diminuíram
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta quarta-feira, 15, que a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou em 2025, quando comparada ao ano anterior. Em média, os consumidores ficaram 9,30 horas sem energia ao longo do ano, uma redução de 9,2% em relação a 2024. Pela primeira vez, todas as distribuidoras de grande porte registraram indicador de qualidade abaixo de 1 no ranking de desempenho.
A frequência das interrupções também apresentou queda, passando de 4,89 para 4,66 interrupções por consumidor, o que representa uma melhora de 4,7%. O valor das compensações pagas aos consumidores diminuiu, indicando, segundo a Aneel, "evolução na qualidade do serviço prestado pelas concessionárias".
O total de compensações caiu de R$ 1,122 bilhão em 2024 para R$ 1,002 bilhão em 2025. O número de compensações pagas também reduziu, passando de 27,3 milhões para 21,6 milhões.
Desempenho por distribuidora
A Aneel avaliou todas as concessionárias do país entre janeiro e dezembro de 2025, dividindo-as em dois grupos: grandes (acima de 400 mil unidades consumidoras) e pequenas (até 400 mil unidades).
Entre as grandes, a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz) manteve a liderança, seguida pela Neoenergia Cosern (RN) e Equatorial Pará. O maior avanço foi registrado pela CPFL Piratininga (SP), que subiu 7 posições, enquanto a Enel SP caiu 9 posições, ficando entre as piores do grupo, ao lado da Equatorial CEEE.
No grupo das menores, Muxfeldt Marin e Cia (MUXENERGIA, RS) e Roraima Energia empataram na primeira posição, seguidas pela Energisa Acre. A Uhenpal (RS) foi destaque em evolução, com avanço de 4 posições, enquanto a Pacto Energia PR recuou 13 posições, sendo o pior desempenho do grupo, ao lado da Cooperaliança.
No ranking de 2025, voltaram a ser avaliadas Amazonas Energia, Equatorial CEA, Equatorial AL e Roraima Energia, que antes tinham limites de indicadores flexibilizados. Agora, essas empresas são avaliadas pelos critérios usuais da Aneel.
A classificação considera o Desempenho Global de Continuidade (DGC), que reúne dois indicadores: a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC), que mede o tempo médio sem energia, e a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), que contabiliza o número médio de interrupções.
O ranking é publicado anualmente desde 2012. Em 2025, pela primeira vez, todas as distribuidoras de grande porte apresentaram DGC abaixo de 1,00.
Medidas e perspectivas
Segundo a Aneel, o avanço nos indicadores é resultado de planos de resultados para distribuidoras com desempenho insuficiente, fiscalizações e definição de limites mais rígidos para interrupções.
Distribuidoras que prorrogaram contratos de concessão entre 2025 e 2031 assinaram aditivos com regras mais exigentes, incluindo ações para aumentar a resiliência das redes diante de eventos climáticos.
A satisfação dos consumidores também passa a ter peso: caso haja insatisfação recorrente, a Aneel poderá considerar a troca da distribuidora responsável pelo serviço.
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