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Vacina contra HPV reduz riscos de câncer de colo do útero

Imunizante está disponível na rede pública para crianças de 9 a 14 anos

15/04/2026
Vacina contra HPV reduz riscos de câncer de colo do útero
Vacinação contra HPV é fundamental para prevenir câncer de colo do útero em jovens. - Foto: Reprodução Internet

O HPV (Papilomavírus humano) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que afeta mucosas e pele, sendo um dos vírus mais comuns no mundo. Existem mais de 200 tipos, capazes de causar verrugas anogenitais e, principalmente, associadas ao desenvolvimento do câncer de colo do útero.

Entre as formas mais eficazes de prevenção estão a vacinação e o uso de preservativos, ambos variam significativamente o risco de contágio. O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as Unidades de Saúde de Maceió, assim como os preservativos.

A vacinação contra o HPV é considerada a principal estratégia de prevenção e está disponível para públicos prioritários: crianças de 9 a 14 anos, pessoas imunodeprimidas (vivendo com HIV ou aids, transplantados e pacientes oncológicos), vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR) a partir de 2 anos, e usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), entre 15 e 45 anos.

“A estratégia é imunizar crianças a partir de 9 anos, para que desenvolvam anticorpos o mais cedo possível, diminuindo o risco de contágio, disseminação e agravamentos futuros”, explica o coordenadora Técnica de Imunização de Maceió.

Em 2025, Maceió alcançou uma cobertura vacinal de 75,78% entre meninas e 62,29% entre meninos de 9 a 14 anos. Neste ano, 63,57% das meninas e 54,31% dos meninos da mesma faixa etária já foram imunizados.

Os dados apontam para uma maior adesão do público feminino, mas há expectativa de aumento da cobertura vacinal em 2024. A vacinação é fundamental para reduzir riscos tanto imediatos quanto futuros.

O HPV pode se manifestar após a queda da imunidade, com sintomas surgindo entre 2 e 8 meses, ou até 20 anos após o contágio. A infecção é mais comum em gestantes e pessoas imunossuprimidas. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e análise clínica especializada.