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Cobrança de pedágio 'free flow' na Rota Sorocabana é adiada para 2027

Governo de São Paulo prorroga início do sistema eletrônico sem cancela em 17 municípios; medida visa ampliar adaptação dos usuários

14/04/2026
Cobrança de pedágio 'free flow' na Rota Sorocabana é adiada para 2027
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo de São Paulo adiou para 1º de janeiro de 2027 o início da cobrança de pedágio eletrônico no modelo "free flow" nas rodovias do lote Rota Sorocabana. A mudança, formalizada em termo aditivo assinado em 5 de fevereiro entre o Estado e a concessionária responsável pela operação, transfere a cobrança para o primeiro dia do mandato do próximo governo.

Em nota, a Secretaria de Parcerias em Investimentos explicou que o adiamento busca melhorar a experiência do condutor, ampliando o período de adaptação ao sistema Siga Fácil. Segundo a pasta, a medida permitirá que os usuários se familiarizem com o modelo, suas formas de pagamento e canais de atendimento com mais clareza e segurança.

A secretaria acrescentou que a revisão do cronograma está prevista no contrato de concessão, que permite ajustes na implantação do serviço.

A Rota Sorocabana conecta 17 municípios ao longo de 460 quilômetros. O pedágio sem cancelas é uma das principais apostas das novas concessões rodoviárias, com o objetivo de aumentar a fluidez do trânsito e reduzir custos. O sistema funciona por leitura automática da placa do veículo, que passa pelo pórtico sem necessidade de reduzir a velocidade.

Em outras rodovias do País onde o modelo já opera, usuários relataram dificuldades de acesso às informações nos pórticos e obstáculos para consultar e pagar as tarifas.

As concessionárias afirmam oferecer múltiplas formas de quitação dos valores. No entanto, críticas ao sistema já motivaram ações judiciais pedindo a suspensão da cobrança.

11 pórticos previstos

O termo aditivo firmado entre o Estado e a concessionária estabelece que a cobrança em 11 pórticos previstos no contrato de concessão só começará em 1º de janeiro de 2027. O documento também destaca que o adiamento da cobrança impacta o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, exigindo compensações à concessionária.

O cálculo desse desequilíbrio será feito com base na receita que deixará de ser arrecadada durante o período de postergação. A compensação deverá ocorrer por meio de ressarcimento à empresa, utilizando recursos da chamada "conta de ajuste da concessão", conforme previsto contratualmente.