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Bolsas de NY fecham em alta; S&P se aproxima de recorde e Nasdaq emplaca 10ª alta seguida
Índices avançam impulsionados por inflação abaixo do esperado nos EUA e otimismo sobre negociações com o Irã. Setor bancário apresenta desempenho misto.
As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira, 14, em alta, com o S&P 500 se aproximando de seu recorde histórico e o Nasdaq registrando o décimo pregão consecutivo de ganhos. O movimento foi impulsionado por sinais de que Estados Unidos e Irã enxergam espaço para avançar nas negociações, além de dados de inflação abaixo do esperado nos EUA, que contribuíram para a queda dos juros dos Treasuries.
O índice Dow Jones subiu 0,66%, alcançando 48.535,99 pontos. O S&P 500 avançou 1,18%, aos 6.967,37 pontos, próximo do recorde de 6.978,60, registrado em 27 de janeiro. Já o Nasdaq teve alta de 1,96%, fechando em 23.639,08 pontos.
De acordo com analistas da BofA Securities, "com o S&P e a curva do VIX retornando a níveis próximos aos pré-guerra, apesar do preço do petróleo bruto ainda estar perto de US$ 100 por barril e o OVX (VIX do Petróleo) ao redor de 80, as ações americanas parecem ignorar riscos ainda presentes nos mercados de commodities". Os especialistas destacam ainda que "a reação discreta das ações ao mais recente revés nas negociações entre EUA e Irã sugere que os mercados olham além da falta imediata de progresso, mantendo um otimismo subjacente".
Segundo o The New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em entrevista nesta terça-feira que as negociações com o Irã "podem ocorrer nos próximos dois dias" no Paquistão. Autoridades iranianas também relataram avanços em diversas questões nas conversas.
No setor bancário, o JPMorgan Chase recuou 0,82%, mesmo após divulgar lucro e receita acima das expectativas. Por outro lado, resultados superiores ao previsto impulsionaram as ações do Citigroup, que subiram 2,6%.
A BlackRock registrou alta de 3%, após reportar crescimento de 46% no lucro trimestral em relação ao mesmo período de 2025. Já o Wells Fargo caiu 5,7%, frustrando investidores com seu balanço.
Fora do setor bancário, a Johnson & Johnson avançou 1,1% após apresentar lucro e vendas acima do estimado. A Globalstar disparou 9,6% após a Amazon, que subiu 3,8%, anunciar a compra da operadora de satélites.
Entre as companhias aéreas, American Airlines e United Airlines subiram 8% e 2%, respectivamente, após a Bloomberg informar que o CEO da United, Scott Kirby, teria sugerido uma possível fusão entre as empresas, segundo fontes próximas ao assunto.
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